Infestação de Pulgas leva moradores ao desespero e pedem «justiça célere».

Infestação de Pulgas leva moradores ao desespero e pedem «justiça célere».

Autoridades afirmam estar a tentar tudo para resolver a situação, disponibilizando serviços, mas dizem-se de mãos atadas.  O caso estará nas mãos da Justiça.

Já passaram cerca de duas semanas desde que se tornou público uma praga de Pulgas, alegadamente com origem numa habitação da Rua Carlos Pires Felgueiras, em Águas Santas.
Ao que parece a proprietária nega o acesso às autoridades e diz não ter nenhum problema. Vizinhos estão indignados e apelam à celeridade da Justiça, uma vez que, pela parte da CM Maia estará tudo pronto para «cortar o mal pela raiz».

Câmara encerra escola próxima
O Município da Maia determinou o encerramento temporário da EB1 do Paço, em Águas Santas, colocando cerca de 50 alunos inscritos nas atividades de julho do Programa Educação em Férias a ter de se deslocar para a EB de Parada, de forma a garantir e a continuidade das atividades em condições de segurança.

Câmara diz ter feito «de tudo» para resolver ou minimizar
Desde que a situação foi identificada, o Município diz ter desenvolvido um conjunto alargado de intervenções, em articulação com a Autoridade de Saúde, tendo já sido realizadas sucessivas ações de desinfestação na via pública, nos espaços exteriores da escola, num dos edifícios escolares e noutras áreas consideradas prioritárias. «Foram igualmente mobilizados os serviços municipais, contratada uma empresa especializada e iniciadas diligências para intervenção nas habitações contíguas, mediante o consentimento dos respetivos proprietários» refere a Câmara Municipal em comunicado.

Provável foco é mesmo uma habitação
A autarquia informa ainda que, de acordo com os relatórios do Delegado de Saúde Coordenador, datados de 17 e 20 de julho de 2026 «existe uma habitação identificada como o mais provável foco da infestação, cuja intervenção é considerada indispensável para eliminar definitivamente o problema e evitar novas reinfestações».

Requerida intervenção judicial
Na mesma informação, descrevem «não obstante todos os meios humanos, técnicos e operacionais já mobilizados pelo Município, a intervenção no interior dessa habitação não pode ser realizada sem autorização judicial, por força do princípio constitucional da inviolabilidade do domicílio».

Neste contexto, o Município disse ter entregue ao Ministério Público, nos dias 20 e 21 de julho, toda a documentação necessária para que fosse promovida, com carácter de urgência, a competente providência cautelar que permita o acesso da Autoridade de Saúde, dos serviços municipais e da empresa especializada ao imóvel, com vista à realização da inspeção, limpeza, higienização e desinfestação integrais.

CM Maia reforça junto do Ministério Público «intervenção urgente»
Não tendo recebido, até ao momento, qualquer informação formal sobre o seguimento do processo, o Município disse que reiterou hoje junto do Ministério Público o pedido de intervenção urgente, alertando que «a impossibilidade de atuar no provável foco compromete a eficácia de todas as operações já realizadas e prolonga o risco para a saúde pública».

Situação agrava-se
Apesar de todos os esforços para minimizar o problema o Município da Maia sublinha que «a situação ultrapassa a esfera individual, tendo afetado a via pública, habitações vizinhas e a comunidade escolar, envolvendo crianças, profissionais de educação, moradores e trabalhadores municipais», dizem.

Proposto acolhimento temporário para a ocupante da casa
«Foi igualmente assegurada uma solução de acolhimento temporário para a residente durante o período necessário à intervenção, encontrando-se, por isso, reunidas as condições logísticas para que a operação possa ser executada de imediato, logo que exista autorização judicial».

O Município da Maia reafirma que esgotou todas as medidas legalmente ao seu alcance, encontrando-se preparado para intervir imediatamente. «Neste momento, a decisão judicial constitui o único obstáculo à eliminação do provável foco da infestação e ao restabelecimento integral das condições de saúde pública naquela zona do concelho» diz a Câmara Municipal da Maia a terminar.

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