Nova casa, o mesmo sucesso: MEO Marés 2026 conquista a Praia do Aterro
O MEO Marés Vivas estreou-se este ano na Praia do Aterro, em Matosinhos, e a mudança de recinto revelou-se um sucesso. Ao longo de três dias, mais de 100 mil festivaleiros passaram pelo recinto para assistir aos concertos distribuídos pelos palcos MEO, Super Bock e Comédia, sem esquecer a já emblemática Rodinha de Samba, animada pela Orquestra Bamba Social.
A edição de 2026 reuniu alguns dos maiores nomes da música nacional e internacional, proporcionando momentos memoráveis a um público de várias gerações.
O primeiro dia ficou marcado pelos concertos de Plutónio e dos Da Weasel, que regressaram aos palcos com Carlão e Virgul para recordar temas intemporais como Re-Tratamento, Dialectos da Ternura e Carrossel. Também os Bandidos do Cante fizeram a sua estreia num grande festival, demonstrando que é possível conjugar a música contemporânea com o tradicional Cante Alentejano.
O segundo dia foi dominado pela música portuguesa. Os Vizinhos abriram a noite com temas como Pôr do Sol, Casar é Para Esquecer e Laranjeiras. Seguiu-se Diogo Piçarra, um dos artistas mais populares da música nacional, que interpretou sucessos como Trevo, Respirar e Saída de Emergência, surpreendendo ainda o público com a participação especial de Carolina Deslandes entre outros convidados.
No Palco Super Bock, Bluay confirmou o estatuto de uma das grandes promessas da música portuguesa, apresentando temas como Voar e Clima, além de dividir o palco com Irina Barros num dueto bastante aplaudido.
Os grandes momentos da noite chegaram com Seal e James. O cantor britânico emocionou o público ao revisitar clássicos como Kiss from a Rose e Killer, demonstrando que a sua voz continua a ser uma referência da música internacional. Já os James proporcionaram um concerto memorável, marcado pela forte ligação da banda a Portugal e por sucessos como Sit Down, Laid e Born of Frustration. Da plateia era evidente que as suas canções continuam a atravessar gerações.
O terceiro e último dia trouxe sonoridades mais quentes e ritmos latinos. Os Calema encantaram os milhares de espectadores com a sua fusão de afropop, kizomba, R&B e pop portuguesa, interpretando êxitos como Chuva de Amor, Maria Joana, Respirar e Onde Anda.
Danny Ocean estreou-se em solo português perante um público rendido aos seus grandes sucessos, entre os quais Me Rehúso, Fuera del Mercado e One Mi Amor, num espetáculo repleto de ritmos latinos, reggaeton, dancehall e música eletrónica.
Entre os concertos do Palco MEO, o Palco Super Bock recebeu Deixem o Pimba em Paz, espetáculo protagonizado por Bruno Nogueira e Manuela Azevedo. Há mais de uma década em digressão, o projeto voltou a conquistar o público ao reinventar clássicos da música popular portuguesa com arranjos inspirados no jazz e na pop. Temas como 24 Rosas, Na Minha Cama com Ela, A Cabritinha e Sensual fizeram rir, cantar e participar os milhares de espectadores presentes.
O encerramento do festival ficou entregue a Ozuna. O artista porto-riquenho, uma das maiores referências mundiais do reggaeton e da música urbana latina, protagonizou um espetáculo vibrante, revisitando temas como Baila Baila Baila, Me Niego, Criminal e Taki Taki, colocando um ponto final numa edição memorável.
Terminava, assim, uma intensa edição do MEO Marés Vivas, marcada pela estreia na Praia do Aterro e por uma forte adesão do público. No final do festival, a promotora PEV Entertainment confirmou que o evento regressará ao mesmo recinto nos dias 16, 17 e 18 de julho de 2027, numa edição especial que assinalará os 20 anos de um dos mais emblemáticos festivais de música em Portugal.





















































