Linha Maia II: Executivo da Maia debate entre Metro Ligeiro e MetroBus
A Câmara Municipal da Maia realizou uma reunião extraordinária do executivo dedicada à apresentação do projeto da futura Linha Maia II, onde foram analisadas duas soluções atualmente em estudo para o novo eixo de mobilidade: o metro ligeiro (LRT) e o MetroBus (BRT).
Segundo a autarquia, a apresentação técnica revelou «diferenças significativas» entre as duas alternativas. Caso seja adotada a solução MetroBus, o traçado passará de 13,01 para 14,30 quilómetros e o número de paragens aumentará de 16 para 18. A principal vantagem apontada para esta opção prende-se com o menor custo de investimento.
Durante a sessão, o presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, Emídio Gomes, destacou a importância estratégica do projeto para o território da Maia e para toda a Área Metropolitana do Porto.
«Estamos perante uma enorme rutura no território da Maia, uma rutura no sentido positivo», disse, sublinhando que a nova linha terá impacto direto na reorganização urbana, habitacional e económica da região, ainda antes da sua concretização física.
O responsável alertou ainda para a necessidade de avaliar as duas soluções para além da componente financeira, defendendo uma análise centrada no impacto territorial, urbano e funcional de cada alternativa. Como exemplo, apontou as dificuldades de integração de uma solução BRT em zonas críticas como a Rua Roberto Frias, a Circunvalação e a envolvente do Hospital de São João.
«Não estamos a falar de soluções equivalentes. Vale a pena avaliar, com cuidado e serenidade, de que forma as duas soluções se equiparam e quais serão as suas consequências no território», referiu.
Já o presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, assumiu publicamente a sua preferência pela solução de metro ligeiro.
«A minha solução preferencial é claramente a do metro ligeiro, o LRT», declarou, explicando que aceitou a realização do estudo comparativo por considerar importante uma avaliação técnica rigorosa antes da tomada de decisão política.
O autarca destacou ainda que a Maia pretende continuar a tomar decisões «assentes em soluções tecnicamente sustentadas e não em opções levianas, desenvolver projetos estruturantes com rigor e em articulação com todas as entidades envolvidas».


