Bienal de Arte Contemporânea da Maia regressa com mais de 400 obras e entrada livre

Bienal de Arte Contemporânea da Maia regressa com mais de 400 obras e entrada livre

A Bienal de Arte Contemporânea da Maia regressa ao Fórum da Maia entre os dias 3 de julho e 14 de setembro, com uma programação abrangente e entrada livre.

Na manhã desta quinta-feira, 26 de junho, o Jornal da Maia marcou presença numa visita guiada à exposição ainda em montagem, conduzida pelo curador Manuel Santos Maia, que apresentou os principais destaques da edição de 2025.

Sob o tema “Fulgor”, a Bienal parte de uma reflexão inspirada nas interrogações da escritora Maria Gabriela Llansol, proferidas no discurso de aceitação do Grande Prémio do Romance e da Novela em 1991. Perguntas como “Como continuar o humano?”, “Que sonho vamos nós sonhar que nos sonhe?” e “Para onde é que o fulgor se foi?” são o ponto de partida de uma programação que procura pensar o presente e o futuro da humanidade através da arte.

Segundo o curador «o que convoquei aqui são um conjunto de criações artísticas, onde conseguimos ter ideia de um universo fulgurante, algo que por vezes nos escapa».

A Bienal reúne este ano mais de 400 obras de mais de 80 artistas nacionais e internacionais, num leque diversificado de linguagens e expressões, incluindo pintura, escultura, desenho, ilustração, fotografia, videoarte, instalação, performance gastronómica, spoken word, poesia, música, som e arte digital.

O pintor Eduardo Batarda, uma das figuras mais marcantes da arte contemporânea portuguesa, é o artista em destaque, com 15 peças expostas na sala central do Fórum. As suas obras dialogam com criações de jovens talentos como Pedro Moreira, artista plástico portuense de 24 anos, e esculturas de autores moçambicanos, muitas das quais evocam a tradição matriarcal do norte de Moçambique.

Um dos aspetos distintivos da edição deste ano é a participação de artistas oriundos de países que, em 2025, assinalam 50 anos de independência face ao domínio colonial português, tornando a Bienal também num espaço de memória, celebração e reinterpretação histórica.

Além da inauguração e encerramento, a programação inclui momentos dirigidos a diferentes públicos. Destaca-se a visita-oficina para crianças e as ações performativas agendadas para o dia 19 de julho, promovendo o envolvimento da comunidade e a acessibilidade cultural.

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