The Cure unem gerações e encerram o North Festival em apoteose.

The Cure unem gerações e encerram o North Festival em apoteose.

O último dia do North Festival ficou marcado pelas atuações dos Linda Martini, dos Mogwai e dos tão aguardados The Cure, uma banda que, ao longo de cinco décadas, continua a unir diferentes gerações através da sua sonoridade única e intemporal.

O festival arrancou com a energia das bandas emergentes Os Tua, Ordenado Mínimo e Defesa, que tiveram a responsabilidade de aquecer o público para aquele que seria um dos momentos mais aguardados do evento.

No palco principal, os portugueses Linda Martini deram início à noite com um concerto intenso, marcado pelas suas letras emotivas e pela energia característica do indie rock nacional, conquistando os festivaleiros desde os primeiros acordes.

Seguiram-se os escoceses Mogwai, verdadeiros mestres do post-rock, que brindaram o público com uma sonoridade poderosa e envolvente. O impressionante jogo de luzes acompanhou cada momento do espetáculo, criando uma experiência sensorial que deixou a plateia rendida.

Apesar do entusiasmo gerado pelas atuações anteriores, era evidente a expectativa crescente para a chegada dos cabeças de cartaz. Às 23 horas, as luzes do palco apagaram-se e a multidão entrou em êxtase. Robert Smith surgiu acompanhado pelos restantes elementos dos The Cure, sendo recebido com uma enorme ovação.

A banda britânica não desiludiu. Desde os primeiros momentos percebeu-se que Robert Smith continua a possuir uma voz extraordinária, que o tempo parece não conseguir desgastar. Vibrante, cristalina e carregada de emoção, mantém a capacidade de alcançar os mesmos agudos e os tons melancólicos que marcaram gerações.

O concerto arrancou com “Alone” e, a partir daí, transformou-se numa viagem pelas memórias de quem acompanha a banda há décadas e numa descoberta para os mais jovens. Ao longo da noite foram revisitados clássicos como “Pictures of You”, “Lovesong”, “Push”, “Play for Today”, “Lullaby” e “The Lovecats”, temas que foram recebidos com entusiasmo por um público totalmente entregue.

O encerramento aconteceu de forma épica. Unidos numa só voz e numa comunhão rara entre banda e plateia, os The Cure despediram-se ao som de “Boys Don’t Cry”, proporcionando um dos momentos mais emocionantes do festival e confirmando porque continuam a ser uma das bandas mais influentes e acarinhadas da história da música.

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