Adelina Rodrigues deixa CM Maia e tece duras críticas aos Recursos Humanos

A vereadora do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal da Maia, Adelina Rodrigues, anunciou esta quarta-feira, nas redes sociais, que iniciou funções na Câmara Municipal de Matosinhos, no âmbito de um processo de mobilidade. A mudança surge após um percurso de quase 30 anos ao serviço do município da Maia.
Engenheira química, mestre pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto, Adelina Rodrigues acumulava mais de 25 anos de experiência na Administração Local, segundo o currículo divulgado pelo PS aquando das eleições autárquicas de 2025.
Até à sua eleição como vereadora no executivo maiato, desempenhava funções como Chefe da Divisão de Energia e Mobilidade da Câmara Municipal da Maia. Era responsável pela gestão operacional de equipas multidisciplinares nas áreas de iluminação pública, transportes municipais, gestão de frotas, sistemas AVAC e infraestruturas elétricas. No seu percurso destacam-se ainda a implementação de políticas de mobilidade sustentável e eletrificação da frota municipal, a certificação energética do parque edificado e a conceção e execução de projetos de eficiência energética.
A 30 de outubro de 2025, após tomar posse como vereadora, Adelina Rodrigues passou a viver uma situação de acumulação de funções na mesma autarquia, enquanto colaboradora técnica e enquanto membro do executivo, com responsabilidade na aprovação de medidas estruturantes para o desenvolvimento do concelho.
Críticas duras aos Recursos Humanos da Câmara
Na publicação feita no Facebook, a autarca refletiu sobre o papel dos Serviços de Recursos Humanos nas organizações públicas, defendendo uma abordagem mais humanizada nos processos de mobilidade.
«Os RH não são meros serviços administrativos. São estruturas estratégicas de gestão de pessoas, de valorização do capital humano e de garantia de transições funcionais feitas com dignidade», escreveu, sublinhando que a mera conformidade legal não é suficiente.
Adelina Rodrigues referiu ter experienciado «realidades distintas» ao longo do processo de mobilidade: por um lado, uma abordagem «estritamente formal e administrativa marcada por frieza e ausência de consideração institucional»; por outro, um acolhimento pautado pela «disponibilidade, proximidade e respeito pelo percurso profissional…mesmo quando esse percurso ainda era amplamente desconhecido».
Para a autarca, os decisores políticos têm responsabilidade direta na cultura organizacional das instituições que lideram.
«Não há Administração Pública de excelência sem dignidade no tratamento dos seus trabalhadores», escreveu, acrescentando que «a forma como uma instituição gere momentos de transição revela o seu verdadeiro modelo de liderança».
“Debandada política” vai continuar
O Jornal da Maia soube, de fonte segura, que mais alguns funcionários da Câmara Municipal da Maia, que participaram ativamente na campanha eleitoral das últimas autárquicas em listas da oposição, nas próximas semanas poderão também pedir mobilização para outros serviços públicos em outros concelhos.


