Proprietária de lar ilegal na Maia julgada por agredir e maltratar idosas
A proprietária de um lar ilegal na Maia vai sentar-se no banco dos réus por suspeitas de ter agredido e maltratado três idosas, entre 2023 e 2024. A mulher, de 62 anos, será julgada em março no Tribunal de Matosinhos por quatro crimes de maus tratos, dois dos quais alegadamente praticados contra a mesma vítima.
Segundo avançou o Correio da Manhã, a acusação do Ministério Público sustenta que a arguida agrediu as vítimas- então com 80, 91 e 92 anos- com bofetadas no rosto, provocando-lhes «dores e lesões, para além de humilhação e sofrimento psíquico». As mulheres apresentavam diversos hematomas na face, especialmente no nariz, lábios e queixo. Uma das idosas terá também sido alvo de insultos.
De acordo com a acusação, a Estrutura Residencial para Idosos funcionava desde 2020 na Maia, sem qualquer licença para o efeito. As três utentes pagavam entre 1.100 e 1.200 euros mensais para permanecer no espaço. Num dos casos, acresciam ainda 72 euros destinados a despesas com fraldas e cremes. As vítimas encontravam-se já fisicamente debilitadas e dependentes de terceiros para as suas necessidades diárias.
Os episódios de maus-tratos terão começado no final de 2023, altura em que a proprietária terá iniciado as agressões físicas. O caso foi, entretanto, denunciado às autoridades, levando à abertura de inquérito e à posterior acusação.
Além da arguida, também a empresa responsável pela exploração do lar foi constituída arguida no processo.
A proprietária aguarda julgamento em liberdade, estando, contudo, proibida de frequentar o espaço e de contactar com as vítimas.


