Neste fim-de-semana o PSD Maia vai a votos para eleger a sua próxima Comissão Política. António Silva Tiago, candidato à liderança, concede em exclusivo uma entrevista ao Maia Hoje na qualidade de candidato.

Maia Hoje (MH): Que razões o motivaram a avançar com uma candidatura à Comissão Política do PSD Maia?
António Silva Tiago (AST): O momento atual exige da minha parte uma maior proximidade aos social-democratas, quer pela necessidade de sensibilizar os militantes do partido sobre os inúmeros projetos que atualmente estão em execução para benefício da comunidade concelhia, como pelas circunstâncias ditadas pela pandemia global que se abateu sobre a Humanidade e que, naturalmente, também estão a afetar a nossa população. Tenho plena consciência de que o futuro a breve e a médio prazo vai ser difícil e vai exigir muito trabalho para vencer as dificuldades que por aí vêm, não apenas aquelas que já vamos conhecendo, mas também outras cujos contornos ainda desconhecemos. Senti que era um imperativo de consciência e decidi colocar-me ao serviço do partido com a finalidade de servir ainda melhor a Maia.

MH: – Sabemos que a sua agenda como Presidente da Câmara é muito preenchida, como vai conciliar essa agenda com a sua agenda partidária caso seja eleito?
AST: Com organização e uma boa gestão do tempo, mas também com uma boa articulação interna no seio da Comissão Política. E para isso conto com uma equipa de pessoas capazes e disponíveis para prestar este serviço ao partido e à comunidade concelhia.
A propósito, deixe-me que lhe diga que para concretizar esta missão vou contar com a ajuda do Hernâni Ribeiro, que é uma pessoa dotada de qualidades e experiência política que será muito útil para me ajudar a conciliar harmoniosamente a minha agenda institucional e partidária. Já agora, deixe-me também que reconheça aqui publicamente que ele fez um mandato como Presidente da Comissão Política excelente e prestou um grande serviço ao partido.

MH: – Quais são as vantagens em ser Presidente da Câmara e Presidente da Comissão Política do PSD da Maia?
AST:
Como referi, a comunidade concelhia está a assistir hoje a uma verdadeira revolução na paisagem urbana como poucas vezes ocorreu no nosso território. Veja por exemplo o que está atualmente a acontecer em pleno centro da cidade, no empreendimento habitacional do Sobreiro, com efetivas melhorias nas fachadas, beneficiação dos revestimentos, melhorando a sua impermeabilização e o isolamento térmico e acústico, para além de outras melhorias no interior das habitações. A par disso, estamos a criar mais e maiores áreas verdes e ajardinadas para fruição pública. Essa modificação profunda é de tal modo que aquele espaço urbano está a abrir-se à cidade com artérias mais amplas, servidas com percursos pedonais e cicláveis que vão tornar a mobilidade mais suave e amiga do ambiente. É uma mudança de tal modo radical que vamos mesmo promover a evolução da sua denominação toponímica para “Jardins do Sobreiro”, porque na verdade é essa a que melhor adere à realidade paisagística urbana que está a nascer ali.
Ora, se o partido e os seus órgãos locais estiverem perfeitamente alinhados com toda esta evolução que temos vindo a impulsionar, tenho a certeza que os maiatos vão entusiasmar-se com a concretização do nosso projeto de desenvolvimento humano, social e económico e vão estar connosco para renovar a sua confiança na nossa dedicação e no nosso espírito de serviço à comunidade.

MH: – Quais são as suas fasquias para os próximos combates eleitorais, nas presidenciais e nas autárquicas?
AST:
O meu desejo é que nas presidenciais o nosso candidato obtenha um resultado inequivocamente vencedor e maioritário. Nas autárquicas, como é muito natural, o meu desejo é que os maiatos, reconhecendo todo o trabalho que fizemos e as melhorias de qualidade de vida e de bem-estar que daí resultaram, renovem a sua confiança no nosso projeto e nos concedam uma maioria que nos permita continuar a fazer acontecer e a realizar projetos para o nosso desenvolvimento integralmente sustentável.

MH: Que estratégia tem para vencer os dois próximos combates eleitorais?
AST:
Quem me conhece bem sabe que sou uma pessoa que gosta de cuidar atempadamente do futuro e de planear estrategicamente, afinal, foi o que fiz sempre ao serviço da comunidade. Como já disse, senti ser meu dever colocar ao serviço do partido a minha experiência, a minha dedicação à Maia e às nossas gentes e, neste momento particular, entendi que seria muito útil juntar o meu trabalho autárquico à liderança política do partido. Estou ao serviço da Maia e agora pretendo estar também ao serviço da nossa terra através do serviço ao PSD, respeitando a diversidade de opiniões e promovendo o diálogo e a partilha colaborativa entre todos os militantes. Militantes que terão sempre a última palavra, porque em última análise serão sempre os militantes que por sua vontade irão validar as grandes opções estratégicas do partido nos combates que vamos enfrentar e que, estou convicto, comigo na liderança vamos vencer.
Mas deixe que lhe diga, a principal estratégia da equipa que me honra liderar é o trabalho e o apelo à participação de todos os militantes. Na Maia o PSD tem um ADN muito próprio e caraterizado por uma diversidade muito rica, quer do ponto de vista social, etário, profissional e geográfico, como ao nível do exercício de opinião, que acontece com toda a naturalidade, mas também com elevação e lealdade e tendo sempre como denominador comum o ideal de uma sociedade social-democrata, pautada pela partilha solidária e socialmente responsável, pela inclusão, pela Liberdade, pelo pluralismo e cultura democrática.

MH: Como carateriza a Maia, hoje?
AST:
Muito para além do território que é a nossa casa comum e onde a comunidade encontra espaços verdes, parques e jardins, que globalmente ascendem já a quase 2 milhões de metros quadrados para fruição pública, áreas habitacionais harmoniosas, acessibilidades facilitadoras e inúmeros fatores que nos colocam no caminho da sustentabilidade integral, a Maia hoje é também um ecossistema humano, social e económico vibrante e magnético que atrai cada vez mais pessoas que para aqui querem vir viver, trabalhar e investir por opção própria e lúcida.

MH: – Como responde às críticas de quem diz que é pouco político?
AST:
(sorriso) Tenho de lhe confessar que não sou um político naquela acessão que é hoje mais popular e, de facto, não sou um político daqueles que está sempre nas redes sociais, que procura os holofotes e microfones a todo o instante para aparecer sempre na espuma dos media ou dos jornais. Eu não sou esse político, eu sou muito mais do pensamento estratégico, do planeamento e do fazer, mas também gosto do contacto com as pessoas e quem trabalha comigo sabe que gosto de ouvir quem está próximo ou quem se dirige a mim. Sei que tenho fama de ser um político exigente e é verdade, mas sabe, sou sempre muito mais exigente comigo próprio do que com os outros. Gosto de fazer bem feito e de cumprir prazos e não prescindo de acompanhar todos os projetos que são importantes para o bem-estar da comunidade.
Tenho da política, no que ela tem de pensamento e de ação, a mesma perspetiva humanista que me conduz na vida e é esse entendimento que me faz acreditar que a Maia é já hoje uma comunidade inclusiva e solidária, onde todos contam e são importantes na construção de um futuro de confiança, num território que existe e que todos os dias é melhorado para ser vivido.
A nossa estratégia é o trabalho, a concretização de projetos e demonstrar com obra realizada e posta ao serviço da comunidade que os autarcas do PSD são pessoas dedicadas, são confiáveis e cumprem com a sua palavra. Mas também são autarcas atentos e preparados para responder com prontidão e eficácia a circunstâncias emergentes que requerem intervenção rápida e segura para preservar a saúde e a vida das pessoas, principalmente das mais vulneráveis e expostas a riscos acrescidos.
Tenho consciência que a confiança não é somente uma questão de empatia, é também e, sobremaneira, uma questão de reconhecimento diante ações concretas e com impacto real na vida das pessoas. As pessoas confiam em quem nas horas difíceis, não lhes falta e diz presente.

MH: Foi isso que aconteceu no primeiro impacto da pandemia?
AST:
Sim, andei na rua e estive lado-a-lado com quem esteve na primeira linha do combate ao surto que nos empurrou para o confinamento e nesses momentos senti, como nunca antes tinha sentido, que a confiança tem uma parte que é perceção emocional e por isso mais frágil, mas por outro lado tem uma dimensão real muito concreta que só se torna efetiva quando as pessoas olham para nós e têm a certeza que podem contar connosco, com o nosso trabalho, com o nosso empenho e determinação e com a capacidade que tivermos de inspirar e motivar todos aqueles que no terreno nos ajudam a enfrentar e vencer os desafios mais complexos e difíceis. A confiança que se constrói dessa maneira é inabalável e eu tenho a certeza disso!

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