Teatro Art’ Imagem apresenta “Amadeo(s)” no Fórum da Maia

Teatro Art’ Imagem apresenta “Amadeo(s)” no Fórum da Maia

Inserido nas Comemorações Oficiais dos 51 anos do 25 de Abril da Câmara Municipal da Maia, o Teatro Art’Imagem vai apresentar no Grande Auditório do Fórum da Maia, no dia 24 de abril, pelas 21h30, a sua mais recente criação “Amadeo(s)”, uma peça baseada na vida e obra do pintor modernista Amadeo de Souza-Cardoso.

Sobre:

«Uma experiência teatral sobre a vida e obra de Amadeo de Souza-Cardoso (1889-1918). Uma incursão e leitura das suas pinturas, desenhos e caricaturas, dialogando em cena com algumas das suas obras mais icónicas (“A Procissão”, “Cavalo/Salamandra”, “Os Galgos” e seus coelhos saltitantes, “O Parto da Viola”, “Quixote”, “Moinho”, “Mulher”, “Chalupa”, “Mulher Degolada” e “Menina dos Cravos”, entre outras) que permitem entrelaçá-las com o tempo em que viveu, desde infância e primeira juventude entre Manhufe/Amarante, onde nasceu, era Portugal ainda uma monarquia.

Foi aprender as primeiras letras junto à Igreja de S. Gonçalo, no local onde está o Museu que leva o seu nome. Um espectáculo interpretado por uma actriz e dois actores que se desdobram em várias personagens, cores e paisagens que povoam a obra pictórica de um dos nossos pintores mais emblemáticos do modernismo e “esquecido” em Portugal durante mais de 50 anos, acompanhando vários episódios da sua vida, uns reais e outros ficcionados, mais as relações com amigos e familiares, artistas conhecidos e homens e mulheres comuns, e que Amadeo passou para os seus quadros utilizando as diversas fases porque passou a sua pintura. Em palco estarão mais dois Amadeos que se juntam ao pintor português, o Modigliani e o Mozart.

Poderão ainda ver duas alegorias no prólogo, a morte do pintor em Espinho, vítima da gripe espanhola e, acompanhar no epílogo uma ficção sobre a vida de sua mulher Lucie em Paris, onde morreria em 1989, com 98 anos, 71 anos depois da morte do marido, uma nossa homenagem a quem soube guardar e divulgar a sua obra e também à Revolução do 25 de Abril de 1974, relembrando a “A Menina dos Cravos”, obra pintada em 1913.

Em cena estarão objectos e estruturas, cadeiras, cavaletes e várias cópias de quadros de Amadeo e que, manipulados pelos comediantes contarão as várias histórias que compõem a dramaturgia fragmentada da peça, praticamente sem o uso de linguagem dialogada ou utilização de grandes frases, através do movimento, expressão facial e corporal e utilizando pequenos vocábulos, interjeições, monossílabos, ditongos, risos e omnatopeias em diálogo com a música e a sonoplastia, pelo desenho e jogos de luz e pelos adereços e outros objectos presentes na peça».

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