PS Maia defende que voluntariado «não substitui as competências do poder local nem do Estado»

Em comunicado de imprensa enviado ao Jornal da Maia, o Grupo Municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal da Maia escreve que o voluntariado não pode substituir as competências do poder local nem do Estado, sublinhando a necessidade de uma «distinção clara entre cidadania solidária e responsabilidades públicas» no contexto da Maia enquanto Capital Europeia do Voluntariado.
A posição surge num ano em que a Organização das Nações Unidas assinala o Ano Internacional do Voluntariado, uma efeméride que, segundo os socialistas, reforça o reconhecimento do trabalho desenvolvido por milhares de voluntárias e voluntários, bem como o papel fundamental das associações do concelho na proteção das pessoas, na promoção da coesão social e na resposta a situações de emergência.
No mesmo documento, o PS Maia valoriza a entrega cívica dos voluntários, destacando o compromisso, a solidariedade e a responsabilidade comunitária que caracterizam a ação voluntária. Para o grupo municipal, o voluntariado «é uma expressão maior da cidadania e uma força essencial da nossa sociedade».
No entanto, os socialistas alertam que esse reconhecimento não pode servir para desresponsabilizar o poder público «o voluntariado complementa a ação pública, mas não a substitui» defendem, sublinhando que o financiamento, a organização dos serviços e a garantia de direitos são responsabilidades «indelegáveis» do Estado e da Autarquia.
«Num município com capacidade financeira significativa como a Maia» o PS considera que a promoção do voluntariado deve ser acompanhada por políticas públicas sólidas, investimento direto e serviços públicos capazes, assegurando que a solidariedade dos cidadãos «nunca é usada para colmatar fragilidades estruturais».
Assim, o PS Maia promete que «exercerá com exigência o seu papel de escrutínio, garantindo que a valorização do voluntariado reforça, mas não substitui, a responsabilidade da autarquia e do governo central».
O Grupo Municipal do PS termina por dizer «ser Capital Europeia do Voluntariado é motivo de orgulho coletivo» e acrescenta «é também um compromisso com um princípio simples e justo: uma comunidade forte precisa de voluntários ativos e de um Estado presente, responsável e à altura das suas funções».


