Bloco de Esquerda Maia (BE-Maia) e Mulheres Socialistas – ID Maia (MS-MAIA), manifestaram apoio e participaram na manifestação em conjunto com a FUA (Frente Unitária Antifascista), através do Núcleo Antifascista do Porto.

Como é público, a 11 de Agosto, a FUA recebeu um e-mail da denominada “Nova Ordem de Avis – Resistência Nacional” com ameaças a três deputadas da Assembleia da República e a sete activistas, dando-lhes 48h para se demitirem e saírem de Portugal «caso contrário tomariam medidas drásticas contra estes dirigentes e os seus familiares».

A FUA endereçou o convite para a co-organização das concentrações a dezenas de organizações, e a todos os partidos que se juntassem a eles nesta luta antifascista e de repúdio pelas ameaças.

«Sendo o BE-Maia e MS-Maia, representantes de dois partidos que defendem os Direitos Humanos, a Liberdade, a Democracia e que desde que foi difundida esta ameaça, não poderiam de forma alguma alienarem-se do seu dever democrático de luta pela Liberdade, não podiam deixar de estar presentes na luta que deve ser de todos», disse fonte das MS-Maia.

No passado dia 16 de Agosto, Domingo, pelas 15 horas, aquelas estruturas maiatas «juntaram-se também às mais de 300 pessoas que gritaram bem alto que não toleramos tais ameaças (que são crime), e especialmente um grito “Não passarão”, numa clara alusão ao fascismo».

Foram mais de duas horas de microfone aberto, onde diversos populares puderam dar o seu testemunho de repúdio e de afirmação «estamos aqui para defender a vida e os valores de Abril».

«Esta tentativa cobarde de intimidar os activistas e os deputados, para além de ser crime não pode ser tolerada por ninguém que seja democrata», justificaram.

O BE-Maia e as MS–Maia colocaram as suas divergências partidárias de lado, por uma causa que os une: a luta antifascista.

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