Matosinhos: «vai o petróleo preto e vem o petróleo branco, vai a Galp e vem algo igual ou pior»

Matosinhos: «vai o petróleo preto e vem o petróleo branco, vai a Galp e vem algo igual ou pior»

A possibilidade de ser instalada uma refinaria de lítio em Matosinhos foi noticiada em vários órgãos de comunicação social.

Joaquim Jorge, fundador do Matosinhos Independente (MI), já reagiu à notícia «vai o petróleo preto e vem o petróleo branco, vai a Galp e vem algo igual ou pior».

Para Joaquim Jorge é «fundamental estar sempre em defesa da população matosinhense e do seu impacto ambiental. Matosinhos atingiu um estatuto de aglomeração urbana, com potencial para se transformar numa cidade cada vez mais importante em Portugal ( é a 10.ª cidade portuguesa a nível de população, com o 2.º maior porto artificial do país e com o aeroporto Sá Carneiro), que não se compadece com a localização da actividade de exploração dos recursos minerais em causa, sob pena de se estar a prejudicar a qualidade de vida dos cidadãos e a capacidade de atração da cidade em termos sociais, empresariais, turísticos, paisagísticos e ambientais.

A CM Matosinhos como sempre anda a reboque dos acontecimentos e não fez o trabalho de casa. Quem exerce o poder em Matosinhos tinha a obrigação de saber que havia um relatório de 2005, elaborado por um grupo de missão liderado por Murteira Nabo, já concluía que a Galp deveria equacionar o encerramento da refinaria da Petrogal em Matosinhos, a partir de 2010.

Em Matosinhos não se planifica, não se governa a médio e longo prazo, governa-se à tona. Há falta de liderança e muito amadorismo, porque nunca houve oposição e uma alternativa que os amedronte e que possam perder o poder que o exercem há 44 anos.

Uma autarquia que tem um executivo da cor do governo deveria ser uma vantagem, mas torna-se contraproducente. Há muitas visitas, muitas fotos, muitas reportagens, todavia, quando é preciso confrontar, tomar uma posição em defesa das populações não funciona. Contesta-se, discute-se, opõem-se, mas o mal já está consumado. Assim aconteceu com o caso do Hotel na praia da Memória e com o paredão no porto de Leixões. A opinião da câmara conta muito pouco ou nada», disse.

Fotografia com direitos reservados

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