O início de agosto deu a vitória ao ciclista Guillaume Almeida, com a camisola da Fortunna-Maia, no Grande Prémio Marcel Queheille, em França.

O feito parece ter sido um bom prenúncio para a sua participação nos Campeonatos Nacionais de Ciclismo de Portugal que decorreram no passado fim de semana, em Paredes.

A equipa Fortunna-Maia fez-se representar nos campeonatos nacionais com todos os seus atletas, sendo que na sexta-feira, no Contra-Relógio individual de Sub 23, compareceram apenas Duarte Bento e Diogo Ferreira, que concretizaram os 18,1 km em cerca de 29 e 32 minutos, respetivamente.

No sábado, na prova de fundo, com cerca de 138 km, para além destes dois ciclistas, compareceram ainda Henrique Pereira, José Dias, Fábio Faria e Rui Silva. De 79 atletas inscritos, apenas 25 terminaram a prova.

No domingo foi então a vez de Guillaume Almeida correr ao lado de Rui Costa, que se consagraria Campeão Nacional numa emotiva chegada ao sprint.

Guillaume Almeida veio competir a Portugal, motivado pela vitória do dia 8 de agosto, no GP Marcel Queheille, que terminou numa chegada em alto ao Col d’osquich, em Musculdy.

 

«Estará na altura de ser dado o empurrão que é preciso»

Para José Rodrigues, diretor desportivo da Fortunna- Maia, «o ciclismo profissional vive o atual momento em grande angústia dada a indefinição quanto ao futuro. A situação de pandemia que vivemos obrigou ao cancelamento de provas importantes, onde as equipas mais pequenas podiam mostrar os seus patrocinadores, mostrar as suas cores e, até mostrar que estão a um nível muito bom. Infelizmente, o cancelamento de provas e a incerteza quanto às que estão anunciadas, leva-nos a ver o futuro com grande preocupação, pois para além de ficar ainda mais difícil conseguir parceiros que aguentem uma equipa, os próprios atletas desmotivam e muitos são obrigados a abandonar este grande desporto», lamenta.

José Rodrigues acredita, no entanto, que «todos juntos, o staff da equipa, os atletas, os patrocinadores, e a própria Câmara Municipal da Maia podem fazer chegar a equipa um pouco mais além. Nós temos no nosso ADN não só a competição ao mais alto nível, nomeadamente ao escalão Continental, como temos as raízes numa cidade, num concelho, que já chegou longe pela mão desta equipa de ciclismo», disse, considerando que «estará na altura de ser dado o empurrão que é preciso para levarmos de novo longe o nome Maia».

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