CDU exige cumprimento de horários da UNIR e defende regresso da STCP à Maia
A CDU apresentou, na sessão da Assembleia Municipal da Maia realizada esta terça-feira, 10 de fevereiro, uma proposta de recomendação a «exigir ao operador da rede UNIR que cumpra os horários e serviços com qualidade e preparar o caminho para que a STCP assuma a operação em 2030».
Dois anos após a entrada em funcionamento da rede, a coligação considera «inegável» que a Área Metropolitana do Porto e, em particular, a população da Maia continuam sem o serviço anunciado. A CDU sublinha que esta realidade foi reconhecida pelas várias forças políticas, incluindo pelo presidente da Câmara da Maia, apesar de este ter afirmado, na informação escrita à Assembleia Municipal, que a atuação da Transportes Metropolitanos do Porto (TMP), entidade que gere a rede UNIR «tem vindo a ter uma atuação e desempenho deveras satisfatório».
Segundo a CDU, o alegado «desempenho satisfatório» tem-se traduzido em carreiras suprimidas, percursos alterados, horários modificados ou suprimidos, ausência de informação nas paragens e tempos de espera que chegaram a atingir duas horas. A situação terá obrigado utentes a recorrer a táxis ou transporte próprio, ao mesmo tempo que se registam motoristas com jornadas de 12 horas e sem formação adequada ao serviço.
A coligação denuncia ainda que o operador responsável pelo transporte de passageiros no concelho continua a não cumprir o caderno de encargos. Aponta a inexistência de informação horária nas paragens, sucessivos relatos de serviços não realizados e a circulação de autocarros sem o conforto previsto contratualmente.
Para a CDU, os problemas verificados confirmam as críticas feitas desde o início ao modelo adotado, defendendo que foi errada a opção por recorrer a operadores privados em vez de apostar no alargamento progressivo da STCP ao concelho da Maia.
Apesar de existir um contrato de concessão válido até dezembro de 2030, a CDU afirma não aceitar que a situação se prolongue por mais quatro anos. A proposta apresentada visa, por um lado, exigir o cumprimento imediato das obrigações contratuais por parte da rede UNIR e, por outro, preparar o futuro do transporte rodoviário de passageiros na Maia, com o objetivo de garantir um serviço fiável, confortável e ajustado às necessidades da população.
A proposta foi chumbada pelo PSD/CDS, Chega e IL o que demonstra, para a CDU, «a clara a posição de cada uma das forças eleitas relativamente à conceção de serviço público de transportes» e acusa os restantes partidos de privilegiarem o negócio privado, ainda que financiado por dinheiros públicos.


