BE Maia critica novo lay-off na Ficocables que afeta cerca de 600 trabalhadores
Empresa Ficocables na Maia vai cumprir “lay-off intermitente” durante 6 meses.
O Bloco de Esquerda da Maia manifestou esta semana a sua reprovação face à decisão da empresa Ficocables de colocar, novamente, cerca de 600 trabalhadores em regime de lay-off. A situação deverá prolongar-se até agosto deste ano.
Segundo o Sindicato Nacional da Indústria e da Energia (Sindel) a medida é justificada pela retração do setor dos componentes para a indústria automóvel e por uma diminuição significativa das encomendas na ordem dos 10%.
Em declarações à Lusa, o dirigente do Sindel, Gustavo Gaspar, explicou que o lay-off, que terá início no dia 20, vai atingir a totalidade dos cerca de 600 trabalhadores da empresa e que será cumprido «de forma intermitente», ou seja, «um dia cumprem os trabalhadores de uma secção, no outro dia de outra».
No entanto, o Bloco de Esquerda sublinha que esta não é uma situação pontual, lembrando que a Ficocables tem recorrido de forma sistemática ao lay-off ao longo dos últimos anos de 2024 e 2025.
Em comunicado, a concelhia da Maia do Bloco de Esquerda acusa a empresa de transferir repetidamente para a Segurança Social- e, consequentemente, para os contribuintes — a responsabilidade de assegurar parte dos salários dos trabalhadores afetados. O partido considera que esta opção revela um desrespeito pelos direitos laborais e considera «não terem sido tomadas todas as medidas possíveis antes da drástica solução».
O Bloco de Esquerda expressa ainda total solidariedade para com os trabalhadores abrangidos pela medida e exige esclarecimentos por parte da entidade empregadora. Paralelamente, apela à intervenção das autoridades competentes, de forma a garantir o cumprimento da legislação laboral e a defesa dos direitos dos trabalhadores.


