Corredor Verde do Leça coloca a Maia na corrida a prémio europeu
O Corredor Verde do Leça, projeto que atravessa os municípios da Maia, Santo Tirso, Valongo e Matosinhos, é um dos 25 nomeados ao Prémio Europeu de Espaço Público Urbano 2026, considerada uma das mais importantes distinções internacionais na área do urbanismo, da arquitetura paisagista e da qualificação do espaço público.
O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB), promotor do prémio, que selecionou 25 projetos de 14 países europeus. Da autoria da arquiteta paisagista Laura Roldão, o Corredor Verde do Leça foi destacado pelo júri por oferecer «22 hectares de espaço público linear como uma importante infraestrutura da paisagem para a regeneração ambiental, a resistência da água e a mobilidade sustentável».
No comunicado divulgado, o júri destacou «o rigor formal, a sensibilidade material e a qualidade espacial» dos projetos selecionados, sublinhando a sua capacidade para responder aos desafios da emergência climática, da restauração ecológica e da coesão social.
Para o presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, «esta nomeação distingue, desde logo, uma visão política que coloca a sustentabilidade no centro da ação pública e prova que a cooperação que tem vindo a ser desenvolvida pela Maia, Matosinhos, Valongo e Santo Tirso, no contexto da Associação Corredor do Rio Leça, que une os nossos quatro municípios, foi a estratégia mais eficaz para restaurar o Leça, recuperar a biodiversidade e devolver o rio às comunidades e às gerações futuras».
A primeira fase, abrange um percurso de cerca de cinco quilómetros entre o limite com o concelho de Valongo (fase já em execução), e Alvura, na freguesia de Milheirós, intervindo numa área de oito hectares.
Segundo a autarquia, a operação prevê a estabilização e recuperação das margens do rio, a renaturalização da galeria ripícola, a plantação de cerca de 4.200 árvores e arbustos, a criação de bacias de retenção de águas pluviais com capacidade para 600 metros cúbicos, bem como a construção de uma ciclovia e de percursos pedonais.
Inclui ainda três pontes metálicas para circulação pedonal e ciclável, iluminação pública, dois novos parques urbanos-em Alvura e Pisão- sete zonas de estadia e a valorização de vários elementos patrimoniais e naturais ao longo do percurso, reforçando a ligação aos corredores verdes de Matosinhos e Valongo.
A lista dos cinco finalistas vai ser conhecida no dia 9 de setembro, enquanto o vencedor do Prémio Europeu de Espaço Público Urbano 2026 vai ser anunciado a 15 de outubro, em Barcelona.


