João Magalhães Torres é candidato à liderança do PS Maia
João Magalhães Torres apresentou, no passado dia 23 de maio, a sua candidatura à liderança do PS Maia, sob o lema “Acreditar – Uma agenda mobilizadora para a Maia”, numa sessão realizada no Museu da Fundação Gramaxo, que reuniu militantes, simpatizantes, autarcas, deputados e várias figuras de referência do Partido Socialista.
Na apresentação, o candidato traçou um retrato crítico da realidade do concelho, defendendo que, apesar das distinções associadas aos conceitos de “Maia Feliz” e “Maia Saudável”, persistem «desigualdades profundas entre freguesias urbanas e rurais, assimetrias na mobilidade, falta de habitação acessível e uma cultura democrática de baixa intensidade», dizem os socialistas em nota de imprensa enviada à nossa redação.


João Magalhães Torres destacou ainda indicadores sociais que considera preocupantes, referindo que cerca de 30% dos alojamentos familiares do concelho não possuem sistema de aquecimento. Apontou igualmente o isolamento social, a obesidade, os problemas de saúde mental e os comportamentos aditivos como desafios que, sublinhou, «são realidades que não cabem em rankings».
«Não chega dizermos que a Maia é o concelho mais feliz ou mais saudável. Se isto é felicidade, então abandonamos o sentido de humanidade que nos resta enquanto comunidade», disse durante a intervenção.
Para responder aos problemas identificados, o candidato apresentou um projeto político assente em três eixos: uma nova estratégia política, uma nova geração de políticas públicas e uma nova energia na participação cívica. Entre as propostas destacadas estão a remoção dos pórticos da A41, o alargamento da rede de transportes públicos a todas as freguesias, a defesa do metro ligeiro para a linha Roberto Frias, a construção de habitação pública a preços acessíveis, a implementação do orçamento participativo municipal e a criação de uma estratégia municipal de saúde «à altura dos desafios do concelho».

A sessão contou também com uma mensagem em vídeo de Graça Freitas, ex-diretora-geral da Saúde, que trabalhou com João Magalhães Torres durante a pandemia de Covid-19. Na sua intervenção, destacou a «capacidade técnica, a resiliência e a capacidade de adaptação num período especialmente exigente», sublinhando sobretudo as suas qualidades humanas e o trabalho em equipa «um excelente parceiro para se ter a bordo, sobretudo nas tempestades» disse.
João Moreira de Campos, coordenador da moção global de estratégia, enquadrou a candidatura no contexto da atual crise da democracia representativa «num tempo em que a extrema-direita ameaça o estado de direito» defendendo o poder local como espaço privilegiado para «demonstrar que a política ainda conta e para resgatar a confiança dos resignados e dos desesperançados».
Já Ana Leite, mandatária da candidatura e militante histórica do PS Maia, destacou o percurso político partilhado com João Magalhães Torres em diferentes níveis de intervenção partidária «o João conhece a Maia por dentro e por fora. Tem a idade certa, as raízes certas e a energia certa para liderar este projeto» referiu.
No encerramento da sessão, João Magalhães Torres reforçou a mensagem central da candidatura «acreditar não é um ato de fé. É um compromisso individual e coletivo de agir» assumindo a intenção de construir «uma alternativa credível, mobilizadora e enraizada na comunidade maiata».



