Maia atinge 75% de reciclagem de vidro na campanha «Vidrados no Ambiente»
A campanha «Vidrados no Ambiente», uma iniciativa da Maiambiente em parceria com a Electrão, chegou ao fim na passada quarta-feira, dia 13 de maio. O projeto envolveu 297 estabelecimentos do canal HORECA (hotelaria, restauração e cafés) do concelho da Maia, com o objetivo de sensibilizar para a separação e reciclagem de embalagens de vidro. A sessão de encerramento ficou marcada pela apresentação dos resultados e pela entrega de selos de reconhecimento aos espaços aderentes.
Durante a apresentação, foi revelado que a Maia regista, atualmente, uma taxa de retoma de vidro de 75%. Este indicador situa-se acima da média nacional (56%) e aproxima-se da média europeia (80%), embora as metas nacionais estipulem um objetivo de 95% até 2030. No âmbito da campanha, procurando contribuir para o aumento da recolha seletiva, foram realizadas visitas presenciais aos espaços comerciais, ações de formação, questionários de diagnóstico e a monitorização dos procedimentos adotados em restaurantes, cafés, bares, confeitarias, padarias e hotéis do concelho.
A sessão de encerramento foi inaugurada por Marta Peneda, presidente do Conselho de Administração da Maiambiente. Seguiram-se as intervenções de Claúdia Gonçalves, que apresentou a vertente de comunicação da campanha, e de José Matos, responsável pela divulgação de um estudo sobre a reciclagem deste material.
Na sua intervenção, Fernando Leite, vogal do Conselho de Administração da Maiambiente, explicou que o projeto «contou com o apoio da Electrão e nasceu da ambição das equipas em fazer mais e melhor». O responsável sublinhou que a iniciativa permitiu analisar os comportamentos do setor e crescer na quantidade de material recolhido, lembrando que «a indústria da reciclagem necessita de vidro velho para o tornar novo».
Susana Ferreira, diretora da Gestão de Resíduos da Electrão, salientou a pertinência da iniciativa, recordando que Portugal «ainda não atinge as metas de recolha de vidro». Neste contexto, considerou que o desenvolvimento destes processos na Maia ajuda a criar procedimentos que poderão vir a ser aplicados noutros municípios. Do lado da organização, os resultados foram avaliados como positivos, com um dos responsáveis a destacar que o setor HORECA maiato já apresenta desempenhos muito elevados na separação de vidro, impulsionados pelos modelos locais de recolha porta-a-porta.
O reconhecimento da adoção de boas práticas materializou-se na entrega de selos aos estabelecimentos em três categorias: cinco de ouro, 25 de prata e 270 de participação. O Oporto Airport & Business Hotel foi um dos distinguidos com o selo ouro. Beatriz Cortijo, representante da unidade, justificou a adesão com a preocupação ambiental do setor hoteleiro e da restauração, recordando que «temos só um planeta». Por sua vez, o restaurante Expresso das Francesinhas, a funcionar há cerca de seis meses, recebeu o selo de prata, uma distinção que a responsável Fernanda Magalhães considerou importante para o espaço.
Bruna Pinto Lopes (jornalista)
Com Mariana Neves, finalista de C. Comunicação, UM (Trainee)


