Maia e Gaia recebem investimento privado de 180 milhões para 650 habitações
A Área Metropolitana do Porto vai receber dois projetos habitacionais de grande escala, que vão dar origem à construção de cerca de 650 habitações destinadas ao segmento residencial intermédio.
Os dois projetos habitacionais vão nascer em Águas Santas, na Maia e em Canelas, no concelho de Vila Nova de Gaia, resultando de uma parceria privada entre a Âncora Investments e a PMA – Paulo Merlini Architects.
Segundo nota de imprensa, o investimento estimado é de cerca de 180 milhões de euros, prevendo-se que o valor possa ainda crescer à medida que os projetos avancem nas suas diferentes fases. Ambos os empreendimentos já estarão em fase avançada de planeamento e avaliação e deverão totalizar mais de 80.000 m² de construção acima do solo e cerca de 650 unidades habitacionais.
Em Águas Santas, na zona da Caverneira, o empreendimento contempla cerca de 33.000 m² e aproximadamente 250 unidades habitacionais «o foco desta construção é a integração urbana, a conectividade e a qualidade de vida», referem.
Já o outro projeto estará localizado no centro de Canelas, próximo da Escola Básica e Secundária, da Junta de Freguesia e da Igreja Paroquial «este é um projeto que se prevê ter cerca de 49.000 m² de construção e aproximadamente 400 unidades. Idealiza-se como um complexo residencial com forte identidade comunitária, com espaços verdes e áreas partilhadas», dizem os promotores.
«Estamos focados no desenvolvimento de projetos residenciais de grande escala para o segmento intermédio, com uma forte ênfase na habitabilidade, no conceito de comunidade e numa execução disciplinada», afirma Tamir Luria, partner da Âncora Investments. No que diz respeito à colaboração com a PMA, destaca a «visão arquitetónica» que desde o início «se alinha com objetivos comerciais e financeiros, garantindo soluções habitacionais sustentáveis e de elevada qualidade», disse.
Rúben Calado, sócio e Chief Business Development Officer da PMA, reforça que a parceria permite a integração da arquitetura e da análise de investimento desde o início, assegurando projetos mais consistentes «quanto mais cedo entramos no processo, maior é o valor que conseguimos gerar, combinando visão arquitetónica com viabilidade financeira e técnica», refere.
A construção destes projetos deverá arrancar ao longo dos próximos 12 meses, e será feita de uma forma faseada ao longo de vários anos. Segundo Tamir Luria «essa abordagem permite ajustar o ritmo da obra com a procura do mercado e garantir maior controlo do investimento».
Artur Bacelar, jornalista,
com Beatriz Pesqueira (finalista licenciatura, trainee)


