Iniciativa Liberal Maia considera proposta socialista de aumento de mandatos nas juntas de freguesia um «travão democrático»
A Iniciativa Liberal Maia classificou como «retrógrada e pouco democrática» a proposta de aumento do número de mandatos para os candidatos às Assembleias de Freguesia, apresentada pelo socialista, presidente da Junta de Freguesia de Águas Santas, Miguel dos Santos, durante o XX Congresso Nacional da ANAFRE e noticiada anteriormente pelo Jornal da Maia.
Em comunicado, a estrutura concelhia da Iniciativa Liberal condena de forma «firme, clara e inequívoca» a moção, considerando que a mesma representa uma «deriva política incompatível com os princípios mais elementares da democracia liberal». Segundo o partido, a tentativa de alterar as regras do sistema com o objetivo de prolongar a permanência no poder é inaceitável e contrária a uma cultura democrática saudável.
A Iniciativa Liberal Maia rejeita ainda o argumento de que a concretização de projetos estruturantes exige mais mandatos consecutivos, defendendo que essa justificação revela «incompetência e incapacidade de organizar projetos com continuidade». Para o partido, o atual limite de mandatos garante um equilíbrio adequado entre renovação democrática e estabilidade governativa.
No mesmo comunicado, a IL Maia considera «incompreensível e politicamente inaceitável» que um autarca eleito manifeste desconforto com a alternância democrática e esteja disposto a subordinar o sistema aos seus interesses pessoais e políticos.
O partido aponta também consequências diretas desta postura no plano local, afirmando que a atitude do presidente da Junta de Águas Santas contribuiu para o prolongamento e dificuldade na constituição do executivo da freguesia, evidenciando «incapacidade negocial, fragilidade democrática e ausência de altruísmo político».
A rejeição da moção pelo congresso da ANAFRE é vista pela Iniciativa Liberal Maia como um «travão democrático» a tentativas de normalizar práticas que considera inaceitáveis.
Na nota assinada pelo coordenador António Fonseca, a IL Maia reafirma que «o poder é temporário, condicionado e dependente da vontade dos cidadãos», sublinhando que a tentativa de o perpetuar demonstra apego ao cargo e não um verdadeiro compromisso com a democracia.


