PCP reúne com APDL para discutir modernização e alargamento do Porto de Leixões
Uma delegação do Partido Comunista Português (PCP), que integrou o deputado maiato, Alfredo Maia, e outros membros da direção da Organização Regional do Porto do PCP, reuniu-se hoje com o Conselho de Administração da APDL, para aprofundar conhecimento sobre o projeto de modernização e alargamento do Porto de Leixões.
Em comunicado enviado ao Jornal da Maia, o PCP demonstrou-se preocupado com o momento atual deste processo «em que diferentes dimensões da administração pública (Governo, ADPL e autarquias) não têm o relacionamento institucional que seria de esperar, substituindo a necessária discussão para a procura de consensos para o desenvolvimento desta infraestrutura estratégica pela propaganda e os pronunciamentos públicos de aspetos parcelares».
Os comunistas sublinham a «importância estratégica» do Porto de Leixões, seja na dimensão do transporte de mercadorias e da pesca, mas também de outras atividades que lhe estão associadas, como recreio, o desporto e o turismo. «A modernização e o alargamento da capacidade do Porto Leixões, sem pôr em causa nenhuma destas vertentes, são do interesse do concelho de Matosinhos, de toda a região Norte, mas sobretudo, importante para o desenvolvimento económico e a soberania do País».
A DORP do PCP considera fundamental que o desenvolvimento e modernização do Porto de Leixões sejam feitos, mas que nesse processo seja acautelada a opinião e sensibilidade da comunidade, assim como a inserção do Porto no concelho e na região. Chama ainda a atenção para a «necessidade de garantir o prolongamento do serviço de passageiros na linha ferroviária de Leixões, antiga aspiração da população a que o PCP tem dado particular atenção».
Face ao exposto, o PCP diz «tomaremos a iniciativa de dirigir um ofício à presidência da mesa da Assembleia Municipal de Matosinhos solicitando que seja promovida, com urgência, uma reunião pública daquele órgão com a APDL, a fim de podermos discutir o projeto de desenvolvimento existente e a sua compatibilização com os interesses do concelho e dos matosinhenses».


