São Trubin colocou SL Benfica nos play-offs da UEFA Champions League.
Portugal ascende ao 6º lugar do ranking da UEFA ultrapassando Paises baixos
No dia de ontem, no Estádio da Luz, viveu-se um verdadeiro reencontro de estrelas galácticas, na última jornada da fase de grupos da UEFA Champions League. Frente a frente estiveram o SL Benfica e os merengues do Real Madrid.
Para o Benfica, esta jornada representava o tudo ou nada, uma vez que estava obrigado a vencer para continuar na liga milionária, ficando ainda dependente de um conjunto alargado de fatores externos. Este dia ficou também marcado pelo reencontro entre os jogadores encarnados e o “galáctico” Álvaro Carreras, que se transferiu para os madrilistas durante o mercado de verão.
Desde cedo se percebeu que a toada dos homens de José Mourinho era claramente ofensiva, partindo para o ataque à baliza defendida por Courtois. No entanto, durante a primeira metade do encontro, os encarnados não conseguiram ultrapassar a muralha defensiva do Real Madrid, falhando na finalização ou não acertando dentro dos postes.
Contra a corrente do jogo, foi o Real Madrid a inaugurar o marcador, aos 30 minutos, através do galáctico Kylian Mbappé. Ainda assim, o Benfica não baixou os braços e respondeu rapidamente: aos 36’, Pavlidis assistiu Schjelderup, que fez o golo do empate.
Mesmo a fechar a primeira parte, aos 45+1’, o Benfica agarrou a oportunidade de ir para o intervalo em vantagem, após a marcação de uma grande penalidade por falta de Tchouaméni sobre Otamendi. Pavlidis foi chamado a converter e fez o 2-1, colocando um ponto final no penálti falhado na semana anterior frente à Juventus.
No recomeço da partida, os encarnados dilataram a vantagem aos 54 minutos, com Schjelderup a bisar no encontro. Mbappé ainda reduziu para 3-2 aos 58’, demonstrando que, apesar da exibição pouco conseguida do conjunto madrileno, estava sempre pronto para criar perigo sempre que o Benfica lhe concedia espaço e posse de bola.
O final da partida foi absolutamente surreal — e podemos mesmo dizer, épico. Já para lá do minuto 90, Trubin começou a gerir o tempo, demorando na reposição da bola, enquanto todo o Estádio da Luz pedia mais um golo. E havia razões para tal: face aos possíveis resultados das restantes equipas do grupo, o Benfica precisava mesmo de marcar novamente para garantir a passagem aos play-offs.
Num rápido pontapé de baliza, um jogador do Benfica foi travado em falta, levando o árbitro a assinalar um livre perigoso à entrada da área de Courtois. José Mourinho não hesitou e pediu a Trubin que subisse à grande área adversária para o tudo ou nada. Ausner bateu o livre de forma teleguiada para a área, onde Anatoliy Trubin surgiu de cabeça para marcar o tão almejado golo, garantindo a qualificação para o play-off e atirando o Olympique de Marseille para o lote dos eliminados.
Com este resultado, os merengues foram relegados para a fase de play-off, sendo o Manchester City um dos beneficiados pelo desfecho do encontro entre Benfica e Real Madrid. Este jogo teve um herói improvável: Anatoliy Trubin. Mas, como antigamente se dizia no futebol, “a bola é redonda” — e tudo pode acontecer.
Com o triunfo do Benfica e a vitória do Sporting, Portugal ascendeu ao 6.º lugar do ranking da UEFA, ultrapassando os Países Baixos, o que permitirá que, em futuras épocas, três equipas portuguesas marquem presença na Liga dos Campeões.
Que jogo épico. Para quem esteve na Luz, será certamente uma noite que jamais será esquecida.


