4ºE da Giesta vence Olimpíadas da Cidadania e do Património

4ºE da Giesta vence Olimpíadas da Cidadania e do Património

Concurso municipal já vai na segunda edição.

Numa parceria com a Lusoinfo II Multimédia S.A. e os Agrupamentos de Escolas, a Câmara Municipal da Maia voltou a lançar, pelo segundo ano consecutivo, as “Olimpíadas da Cidadania e do Património”. O concurso municipal, destinado às turmas do 3º e 4º anos do 1º ciclo de ensino, foi jogado em duas fases, tendo a final sido disputada na manhã do passado dia 17 de junho, em formato online.

A iniciativa desenvolveu-se no âmbito do “Participa+”, do Inedit Maia, um projeto de combate ao insucesso escolar.

A primeira fase contou com a participação das turmas da EB Guarda (4ºA), EB Castêlo da Maia (CT 4ºB), EB Arcos (4ºD), EB nº 2 de Gueifães (4º19), EB Gandra (4ºA), e EB Currais (3ºD). Mas, a grande vencedora foi a turma 4ºE da EB da Giesta.

A vitória foi efusivamente recebida pelos mais pequenos, numa disputa final renhida, que acabou por se decidir na última pergunta, frente à EB da Guarda.

A «alegria da competição»

Samuel Rodrigues é o professor titular da turma vencedora e, ao Maia Hoje, explicou que teve um primeiro contacto com o concurso através da filha, aluna numa das escolas do município. «Tinha ajudado a minha filha a participar e gostei, achei interessante. São uma série de questões relacionadas com o município e também com o país, valorizando áreas como a Matemática, o Português e o Estudo do Meio». Da iniciativa destaca o «entusiasmo no trabalho de equipa» dos alunos e a «alegria da competição», que considera «salutar».

A rematar, o professor Samuel adiantou ao Maia Hoje ter uma turma de «alunos muito empenhados e interessados» e com quem «dá gosto trabalhar».

Um projeto «gratificante» que «torna a escola muito mais viva»

Para Sérgio Almeida, diretor do Agrupamento de Escolas de Pedrouços, este é um projeto «muito gratificante, até porque consideramos que este tipo de atividade e projetos extracurriculares são uma mais valia. Trata-se de uma forma lúdica de ganharem competências, e estamos sempre disponíveis e participamos ativamente em iniciativas desta natureza».

O diretor acredita que «a escola não é só feita de quatro paredes. Os professores, as crianças e os funcionários e os pais são uma parte muito ativa no processo e um complemento fundamental. Quando participam nestes projetos, tornam a escola muito mais viva, há uma interação muito grande entre as associações de pais, que são muito participativas neste tipo de iniciativas», disse em declarações ao Maia Hoje.

«Um exemplo de cidadania»

Carlos Moreira, CEO da Lusoinfo, define a iniciativa como um «um exemplo de cidadania» e explica «os alunos podem jogar na escola, podem jogar em casa, com a família e verificamos que, muitas das vezes, são os próprios pais que incentivam e que jogam com os alunos porque faz-lhes recordar as suas origens, o seu passado, identificam elementos representativos da sua juventude. Portanto, este é um processo geracional, que une pais e avós de uma forma lúdica».

«as escolas estão de parabéns pela forma como reinventaram o ensino»

Emília Santos, vereadora da Educação da Câmara Municipal da Maia, mostrou-se emotiva ao voltar a entrar nas escolas durante um longo período de tempo afastada para «respeitar» e «dar o exemplo», tendo em conta que «a maior parte das escolas optaram por evitar que pessoas externas à comunidade educativa entrassem».

No que diz respeito ao projeto das “Olimpíadas da Educação”, Emília Santos comentou ao Maia Hoje que «temos uma forma diferente de aprender e também de disputar e de oferecer um conjunto de ferramentas aos professores, para eles poderem ensinar de uma forma mais divertida e também mais aliciante».

A vereadora felicitou o trabalho desenvolvido pelas escolas do concelho, «as escolas estão de parabéns pela forma como reinventaram o ensino» e adiante que «muito em breve», o município irá fazer um «reconhecimento aos profissionais da educação».

Quanto às perspetivas para o próximo ano letivo, Emília Santos responde «não sabemos o que é que a pandemia nos guarda para o próximo ano letivo, voltamos a apostar em projetos que humanizem a escola, esse é o nosso maior desafio».

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