Investimento da empresa especializada em maquinação de acessórios para várias indústrias como a automóvel e a aeronáutica, criará 30 novos postos de trabalho qualificados.

A SISMA, marca através da qual a empresa Sá Couto & Monteiro está presente no mercado e cujo know-how é a maquinação CNC (Computer Numeric Control) de precisão em série direcionada para a indústria, está a construir uma nova unidade industrial, ao lado das atuais instalações, na Maia. A Garcia, Garcia, construtora especializada no design & build de edifícios industriais e logísticos, foi a escolhida para o projeto, que resultará num novo e moderno edifício de produção e de escritórios, ficando as atuais instalações da empresa destinadas a armazenagem e atividades de suporte à produção.
Com conclusão prevista para maio, o projeto resulta da estratégia de crescimento da SISMA, que pretende duplicar a sua capacidade de produção, atualmente na ordem de um milhão de peças por mês. Este incremento visa fomentar a capacidade de resposta da empresa face à procura existente no mercado pelos seus produtos, que vão desde componentes para equipamentos elétricos e eletrónicos, a peças para trens de aterragem de aviões, passando por dispositivos médicos e ortodônticos, peças para o setor ótico, entre outros.

Arquitetura arrojada e poupança energética
Contígua às atuais instalações da empresa na Maia, a nova unidade industrial da SISMA nascerá no final da autoestrada A3, perto da praça de portagens, uma localização privilegiada e pautada por excelentes acessibilidades e vias rodoviárias. Um dos aspetos diferenciadores deste projeto é a sua componente arquitetónica arrojada, que marcará a paisagem envolvente e contribuirá para renovar a linha urbana da entrada no Grande Porto.
O novo edifício industrial, projetado de raiz, será constituído por três áreas funcionais distintas, fisicamente separadas, mas ligadas entre si: um bloco administrativo e social, uma área técnica e uma área de produção.
A área de produção e o bloco administrativo e social, projetados em alinhamento, foram desenhados com formas semelhantes, garantindo uma continuidade de linhas, bem como uma imagem uniforme e singular. Para tal, contribuem elementos como a cobertura em shed industrial, linhas retas, recortes pronunciados e cores fortes e quentes dos revestimentos. A grande fachada da área administrativa, desenvolvida em dois pisos, irá complementar este conjunto, adotando um término reto integralmente em vidro estrutural, imprimindo uma forte marca em quem chega ao edifício.
Ao nível estrutural, o edifício será constituído por uma estrutura metálica, com revestimento em parede de bloco até 2,2 metros e painel a cobrir toda a fachada. A cobertura tipo shed, com chapas de luz em todas as suas áreas verticais, irá favorecer a iluminação natural, aumentando o conforto de quem trabalha no edifício e, inclusivamente, contribuir para diminuir a fatura energética.
Na conceção do novo edifício industrial da SISMA foi dada particular atenção à sustentabilidade, para a qual irá contribuir a utilização de soluções que potenciam a eficiência energética e a minimização da pegada ambiental, tais como, a já referida iluminação natural, o sistema de produção de energia eléctrica através de painéis fotovoltaicos e o tratamento e reaproveitamento de águas pluviais para consumo industrial e sanitário.
Em relação à componente de engenharia, o destaque vai para as redes de infraestruturas destinadas a suportar a produção da empresa, como é exemplo a rede de ar comprimido, a rede de aspiração de vapores, o sistema de alimentação produtiva por canalis, entre outros.
Resultante de uma especialização, traduzida em know-how acumulado na conceção e execução de edifícios industriais e logísticos, a Garcia, Garcia integra no seu currículo vários outros projetos. Nos últimos anos, ganham destaque a construção de unidades industriais de empresas como a Brasmar, Eurocast, WEG, Leica, Borgwarner, Elis, entre muitos outros.

A data de conclusão do projeto está prevista para maio do presente ano.

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