Adelaide Martins tinha 91 anos, completos em janeiro passado, era utente do Lar de Santo António e acabou por falecer esta noite no Hospital Militar do Porto com Covid-19.

Esta foi a primeira vítima do novo coronavírus nesta instituição. O primeiro caso apareceu a 24 de março, transportado por um colaborador. Nesta data, foi hospitalizada no São João uma utente de 90 anos que ainda permanece internada, mas com melhorias no seu estado de saúde. Desde o início da pandemia, já foram hospitalizados cinco idosos deste lar. Dois deles já voltaram para a instituição, onde permanecem em isolamento, «com melhorias», diz Fernanda Lopes, Assistente Social e Diretora do Lar de Santo António.

Ontem à noite, outro utente, com 86 anos, foi encaminhado para o Hospital de São João, onde confirmou a infeção e ficou internado.

 

Lar de Santo António reforça cuidados com contratação de enfermeira

Além destes utentes, há ainda 7 colaboradores infetados, que se encontram em casa a cumprir quarentena. No total, são 21 os funcionários ausentes devido ao novo coronavírus.

Perante este cenário, «estamos a trabalhar com um esforço enorme», admite Fernanda Lopes ao explicar que foi recentemente pedido um recurso ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), através da medida temporária de “Apoio ao Reforço de Emergência de Equipamentos Sociais e de Saúde – COVID-19”, com vista a reforçar a equipa de colaboradores.

Adiantou ainda que o Lar de Santo António contratou hoje uma enfermeira, a tempo inteiro, e que tem, em regime de voluntariado de enfermagem, duas jovens em colaboração, uma delas filha de uma das colaboradoras.

 

«Não abandonei a instituição desde o início da pandemia»

A 31 de março apareceram os primeiros sintomas. Fernanda Lopes manteve-se em isolamento, que está a cumprir desde o passado dia 1 de abril, nas instalações da instituição. Ontem, dia 6, testou positivo para a Covid-19. Em declarações ao Jornal da Maia/Maia Hoje, a diretora garante não estar a «prejudicar ninguém», até porque, disse, já informou as autoridades de saúde da morada onde se encontra a cumprir a quarentena, junto da filha, também ela positiva ao novo coronavírus, que presta agora apoio logístico e administrativo de forma voluntária, em isolamento.

«Não abandonei a instituição desde o início da pandemia», diz Fernanda Lopes, explicando que «se o comandante do navio abandona o barco, toda a gente vai embora» e que o Lar de Santo António necessita que continue a cumprir as suas funções, mesmo em isolamento.

 

A terminar, uma nota pessoal da jornalista. Raramente, durante esta pandemia, encontramos quem fosse tão aberto na divulgação das explicações que solicitamos e que espalhamos nesta notícia. Um exemplo a seguir.

 

Dados atuais dos Utentes:

12 casos positivos

26 não detetáveis

16 em elevado grau de dependência

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