No seguimento do contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera – IPMA realizado pelo Comando Nacional de Operações de Socorro- CNOS e, de acordo com a informação meteorológica disponibilizada, a Autoridade Nacional de Proteção Civil – ANPC alertou, para os próximos dias, um quadro meteorológico persistente marcado por uma forte instabilidade atmosférica, que irá afetar todo o território continental.
A precipitação, pontualmente forte e localizada (>10 mm/h), será persistente ao longo dos próximos dias, intensificando-se a partir do final do dia de hoje, 27 de fevereiro, em todo o território, embora de forma mais expressiva nas regiões do litoral Norte e Centro, podendo ocorrer  associada a trovoada e queda de granizo. A queda de neve, acima dos 400/600 m, será mais significativa durante a próxima madrugada nas regiões do interior Norte e Centro, com a cota a subir gradualmente no dia de amanhã, 28 de fevereiro, para os 1000/1200 m. O vento, mais intenso a partir da tarde de hoje, do quadrante Sul, será moderado a forte no litoral e nas terras altas, com rajadas que podem atingir os 90 Km/h. Entre os próximos dias 28 de fevereiro e 2 de março prevê-se um agravamento, com rajadas a poderem atingir os 100 Km/h nas terras altas e 80 Km/h no restante território. Não se exclui a possibilidade de ocorrerem fenómenos localizados extremos de vento. A agitação marítima espera-se de sudoeste até 5-7 m, com picos máximos da ordem dos 10/12 m, com forte rebentação na costa, essencialmente a Sul do cabo Raso, a partir da próxima quarta-feira.

Efeitos Expectáveis
Face à situação acima descrita, podem ocorrer os seguintes efeitos:
– Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo;
– Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano devido a acumulação de águas pluviais ou insuficiência dos sistemas de drenagem;
– Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas mais vulneráveis;
–  Inundações de estruturas urbanas subterrâneas devido a condições de drenagem deficientes;
–  Danos em estruturas montadas ou suspensas;
– Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente durante períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais mais vulneráveis;
– Queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;
– Acidentes na orla costeira;
– Fenómenos geomorfológicos de instabilidade de vertentes devido à saturação dos solos e perda de consistência dos terrenos.

Medidas Preventivas
A ANPC recorda que o impacto destes efeitos pode ser minimizado através da adoção de comportamentos adequados, pelo que recomenda a observação e ampla divulgação das principais medidas de autoproteção para fazer face a estas situações, nomeadamente:
– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e não retirar inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;
– Evitar atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
– Proceder à colocação das correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve;
– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento à queda de ramos e árvores em virtude de vento mais forte;
– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando, se possível, a circulação e permanência nestes locais;
– Evitar praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima.

 

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