A empresária angolana Isabel dos Santos, acionista maioritária da Efacec, referiu-se a Portugal como «um país de inovação» na inauguração das novas instalações da empresa dedicadas à Mobilidade Elétrica, que tiveram lugar no passado dia 5 de fevereiro, na Maia.

O investimento total é de 2,5 milhões de euros. Com esta nova unidade industrial, localizada na Maia, a empresa aumentará a sua capacidade anual de produção para 3800 carregadores rápidos, com possibilidade de expansão até 9 mil unidades, e prevê criar mais 340 postos de trabalho associados às novas tecnologias e padrões de evolução da mobilidade até 2025. Atingir um crescimento do volume de negócios de dois a três dígitos anualmente nos próximos anos, chegando perto da barreira dos 100 milhões de euros, é o objetivo desta aposta estratégica.
A sessão de inauguração foi presidida pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e pelo presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, contando ainda com a presença da acionista maioritária da Efacec, Isabel dos Santos, entre outras figuras.
A unidade industrial reforça a capacidade exportadora da Efacec para mercados exigentes e sofisticados, nomeadamente Estados Unidos da América e Europa. Atualmente, os carregadores para veículos elétricos desenvolvidos pela Efacec estão presentes em todo o mundo. Através da sua área de Mobilidade Elétrica, a empresa produz uma gama completa de carregadores para veículos elétricos para os segmentos privado, público, rápido, ultra rápido e wireless.
A Efacec participa nos principais projetos de mobilidade elétrica a nível mundial, nomeadamente no consórcio europeu de fabricantes de automóveis que vai instalar 400 estações de carga de grande potência nas principais autoestradas da Europa e, num projeto idêntico, nos Estados Unidos, que prevê um investimento de dois mil milhões de dólares nos próximos 10 anos em infraestruturas de carregamento.
Para Mário Leite da Silva, presidente do Conselho de Administração da Efacec, a inauguração da nova unidade industrial dedicada à Mobilidade Elétrica «é a materialização de um trajeto vencedor, iniciado pela empresa no final de 2008 , que motivou a Efacec a ser capaz de pensar mais além, de ter ambição e de apostar no I&D para conceber produtos e soluções inovadores que, a partir de Portugal, chegam aos mais distantes mercados externos. Este é um contributo significativo para a dinamização e diversificação da economia nacional, para as exportações e para a criação de postos de trabalho» conclui Mário Leite da Silva.
Pioneira na área da mobilidade elétrica e líder mundial na produção de carregadores rápidos e ultra rápidos para veículos elétricos, a Efacec materializa nesta nova unidade industrial a aposta continuada em I&D e em engenharia de produto. Esta infraestrutura, que incorpora as melhores práticas no setor ao nível de tecnologia e de engenharia, foi concebida a pensar numa produção em larga escala de carregadores rápidos.

Efacec quer ser «empregador de referência em Portugal»
Para Isabel dos Santos, «é um orgulho» ver a Efacec ser «protagonista na alteração do paradigma atual e contribuir para o desenvolvimento de funções de mobilidade seguras e limpas». «Pretendemos ser empregador de referência em Portugal, formando quadros capazes de levar as suas competências a qualquer parte do mundo, acolhendo também aqui os melhores talentos internacionais», disse a empresária, acrescentando que, em 2025, «podemos imaginar um veículo sem condutor, e em 2050, as estações de gasolina vão ser como os discos ou as cassetes áudio – coisas do passado».
Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, agradeceu à empresária angolana o investimento na Efacec e por esta «acreditar na empresa que ajudou a capitalizar no momento em que muitos não acreditavam ainda na economia portuguesa».

«Este é um projeto que traduz e reforça a missão da Efacec»
«Um futuro com mais tecnologia, mais qualidade, mais produtos, mais postos de trabalho e mais exportação» foi a receita a que a Efacec se propôs cumprir com a nova unidade industrial inaugurada, disse Ângelo Ramalho, CEO da Efacec, reforçando que «a mobilidade elétrica é o futuro» e que «este é um projeto que traduz e reforça a missão da Efacec».
Sobre os 70 anos da Efacec , Ângelo Ramalho referiu ainda que «somos e continuaremos a ser o grupo dedicado à conceção de produtos e serviços para a transmissão e distribuição de energia presente em todo o mundo, com equipamentos para setores tão diferentes como a energia, o ambiente, a indústria e, claro, a mobilidade, onde incluímos o transporte ferroviário e a mobilidade elétrica. Somos e continuaremos a ser uma referência mundial do que melhor se faz a este emprego».

Município da Maia revê-se no «alinhamento estratégico» da Efacec
António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, afirmou que o município «se revê no alinhamento estratégico que a Efacec adotou e está a concretizar». Para o autarca, «a inauguração de uma unidade industrial para a mobilidade elétrica é um ato que adquire significado por ocorrer precisamente num território em que a descarbonização é encarada pelo município como um objetivo estratégico que converge para o desígnio da sustentabilidade integral». Durante o seu discurso lembrou que «a Câmara Municipal da Maia tem vindo a concretizar um conjunto de medidas que visam fazer com que a Maia, seja o primeiro território concelhio com balanço de carbono zero». Silva Tiago revelou ainda que no início deste mês o município da Maia recebeu «a segunda melhor pontuação nos resultados da avaliação dos planos de implementação dos Laboratórios Vivos para a Descarbonização», promovidos pelo Fundo Ambiental.

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