Entidades e autarcas da região Norte reuniram-se esta manhã no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho para tornar pública a posição conjunta face aos planos de retoma de atividade da TAP divulgados esta segunda-feira, e que prevêm a realização de apenas três voos regulares a partir do aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Da mesa fizeram parte Luís Pedro Martins, presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, e os autarcas António da Silva Tiago, Rui Moreira, Rui Santos e José Maria Costa, presidentes da Maia, do Porto, de Vila Real e de Viana do Castelo, respetivamente.

António Silva Tiago, presidente da CM Maia, acredita que «se a TAP reduzir a sua operação no Aeroporto Francisco Sá Carneiro às parcas 3 linhas anunciadas, então perde o epíteto de desígnio estratégico para a economia nacional, logo deve ser excluída de qualquer plano de resgate à custa dos impostos de todo o país, posto que não servirá a coesão económica, social e territorial de Portugal, limitando-se à dimensão de uma companhia confinada à sua expressão regional, pelo que não fará qualquer sentido envolver todo o país, no esforço do seu resgate financeiro».

«Este aeroporto serve um universo de 5 milhões de pessoas. Sabendo nós que a região norte tem 3,7 milhões, é fácil perceber que este aeroporto serve também o centro e a Galiza, sabendo nós, hoje, que este aeroporto consegue superar quase a lotação dos três aeroportos da Galiza juntos», referiu Luís Pedro Martins, presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal.

Para Rui Moreira, presidente da CM Porto, a TAP está a fazer um confinamento ao Porto. «Não façam, por favor, de nós loucos porque ainda ontem foram divulgados os números e esta foi a região que mais contribuiu para o crescimento da produtividade social. Esta região foi particularmente fustigada por este vírus exatamente porque é uma região aberta, porque as empresas continuaram a funcionar, porque exporta e porque trabalha. Portanto, não podemos aceitar esta situação. Se o Governo decidir apoiar a TAP só tem uma forma de o fazer: é exigir que a TAP retome, no momento em que retomar os voos, a mesma percentagem entre Lisboa, Porto, Faro, a Madeira e os Açores», disse.

«Neste momento a TAP nem é publica, nem privada. É uma empresa privada para tomar decisões e pública quando quer que os portugueses paguem os seus vícios. Na altura em que Portugal mais precisa, a TAP abandona o país», referiu o autarca durante a sua intervenção.

 

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