A Plataforma de Candidatura à CM Matosinhos 2021, Matosinhos Independente (MI), depois de ter realizado a sua apresentação pública, em Outubro 2018, duas reuniões operacionais (Novembro/ Abril) e o seu 1.º encontro em Janeiro de 2019, vai agora realizar o seu 2º encontro amanhã, dia 1 de junho, pelas 18 horas, no Sea Porto Hotel em Matosinhos.

Este 2.º encontro, contará, na primeira parte, com a participação de Sofia Vala Rocha numa conferência com o tema “Dificuldades de Ser Oposição”, em que Joaquim Jorge, fundador do MI, será o moderador. Na 2ªparte, já sem a presença de Sofia Vala Rocha, em que será feita uma análise política sobre Matosinhos e o processo de candidatura do movimento MI.

Sofia Vala Rocha é vereadora (em regime de substituição) do PSD na CM Lisboa e jurista, tendo participado no programa Barca do Infer­no, da RTP ao lado de Manuela Moura Guedes, Isabel Moreira e Raquel Varela, faz parte das personalidades, que não integram este movimento, mas que  «acederam dar o seu contributo descomprometidamente, que vamos ouvir e aconselharmo-nos», explica Joaquim Jorge, ao acrescentar que a convidada se tem «notabilizado na oposição, pelos vídeos que têm feito a chamar à atenção das diversas lacunas do executivo do PS liderado por Fernando Medina e pelas crónicas no semanário Sol».

Para o fundador do MI, «mudar Matosinhos é uma responsabilidade de todos. Em democracia os cidadãos têm direitos e obrigações. Um dos seus direitos: é exigir ao executivo responsabilidades pelo uso do poder. Repolitizar Matosinhos. A pergunta é se existe a possibilidade de que o pêndulo se desloque para o MI e seja possível desalojar o PS do poder? Sabemos que não é tarefa fácil, mas não é impossível. O PS depois do 25 de Abril esteve sempre no poder, está na hora dos matosinhenses mudarem e darem oportunidade a outras pessoas, outras formas de pensar e de fazer política. Em Matosinhos a maioria das pessoas depende do PS, em subsídios, nomeações, em todo o tipo de ajudas. Quem vive em Matosinhos, deve ser livre e tentar libertar-se dessas amarras com mais de 42 anos, viver sem favores, compadrio ou amiguismo. Matosinhos tem que acabar com a “votocracia” em que os matosinhenses votam sempre no PS – temos que  demonstrar que o PS não é o dono de Matosinhos , temos qua acabar com os políticos de sempre,  a presunção de que sem “eles” não se consegue fazer nada, assim como, a  sobranceria que usa e abusa o PS em Matosinhos. Matosinhos tem que deixar de ser subserviente ao Terreiro do Paço. Matosinhos é dos matosinhenses e não é de quem exerce o poder. Assuntos como das obras do Porto de Leixões, a CM Matosinhos não deve nem pode ajoelhar-se ao Poder Central estando comprometida. O frenesim de anúncio de obras e projectos como o da Quinta da Conceição, assim como outras. Essas obras já deveriam ter sido feitas e um pedido de desculpas aos matosinhenses por anos e anos de atraso. A mobilidade é uma lástima: vários desastres de automóvel provocados pelas lombas e camionetas a arder da Resende», referiu.

O  objectivo está a ser cumprido, com as cerca de 2.500 assinaturas já conseguidas que previam alcançar até ao final do próximo mês. O objetivo é chegar às 5 mil em 2021.

«Apercebemo-nos que os jovens aderem mais facilmente, isso, deve-se a estarem mais abertos à mudança. O futuro é dos jovens e procurar cativar quem se abstém, no concelho de Matosinhos, a abstenção nas diversas eleições anda à volta de 50%. Achamos que é natural um concelho dominado pelo PS há mais de 42 anos, os mais idosos mostrarem alguma relutância e já não acreditarem em nada. Mas temos que mudar essa mentalidade e dar-lhes alguma esperança e fazer-lhes ver que vale a pena. É importante os matosinhenses saberem que assinar uma propositura é permitir que o Matosinhos Independente possa concorrer às autárquicas em 2021, que é diferente de o apoiar. Isso, com tempo temos que o merecer», disse Joaquim Jorge.

 

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