Reformado da EDP há uns anos, o maiato Fernando Sá dedica agora o seu tempo a produzir viseiras em casa, na freguesia de Moreira, ao lado da sua esposa, com quem partilha não só o seu tempo, mas agora também a missão de ajudar os outros com um pequeno gesto.

O assinante do MaiaHoje revelou-nos que tudo começou com a enorme vontade de ajudar. A filha é designer e tem dado todas as indicações para que Fernando Sá e a esposa produzam viseiras, de acordo com as recomendações do Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa impressora 3D que tem em sua casa.

Fernando Sá explica que o investimento passa apenas pelo acetato que permite criar a máscara, que na sua impressora demora cerca de 1 hora e 20 minutos a ser concluída.

Manualmente, com a ajuda de um martelo, faz os furos no acetato, à distância recomendada, que, após ser fixado ao molde em plástico (próprio para a alimentação) impresso, estará pronta a ser utilizada.

Há cerca de quinze dias a trabalhar para ajudarem os outros, Fernando e a esposa, à data desta entrevista, já tinham procedido à oferta de 15 viseiras para o Hospital Magalhães Lemos e 12 para um Lar no Padrão da Légua.

Perante o cenário devastador deixado pela pandemia Covid-19, Fernando Sá está naturalmente preocupado com o filho, antigo colaborador do MaiaHoje, que está com a esposa, enfermeira, e os dois filhos em Espanha.

Ao Jornal da Maia e ao MaiaHoje, Fernando Sá disse estar a fazer uma «pequena coisa», uma ajuda que diz ser pequena, mas que poderá fazer a diferença perante a falta de material de proteção para os profissionais de saúde, nomeadamente em hospitais, em lares, e noutros tantos sítios. O maiato deixou uma mensagem: «Se todos pudermos ajudar, por mais pequena que seja a ajuda, façam-no».

 

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