O Jornal Correio da Manhã notícia hoje, com chamada à capa, que o Vereador Francisco Vieira de Carvalho, candidato às últimas eleições pela coligação “Um Novo Começo” (PS/JPP), «assume lóbi para ganhar concursos», algumas mesmo «através de concurso público», noticiam.

De facto, lê-se na notícia, que caiu como “um bomba” na autarquia, que a empresa “York Dream”, da qual Francisco Vieira de Carvalho é o único administrador, interpôs uma ação em Tribunal contra a empresa de Construção Civil “Lúcio da Silva Azevedo & Filhos”, para exigir o pagamento de mais de 360.000 euros por serviços prestados entre 2012 e 2015, alegando que «muitas obras realizadas pela construtora foram por si angariadas».

O Tribunal deu a acção como parcialmente provada e procedente, condenando a empresa gerida por Francisco Vieira de Carvalho a pagar à construtora o valor de 3.442 euros, acrescidos de juros.

No entanto, segundo o “CM”, o actual vereador da coligação “Um Novo Começo” terá «assumido em tribunal que fez lóbi, junto de vários contactos, para que uma empresa, para a qual prestava serviços de consultadoria, fosse adjudicada para empreitadas, algumas através de concurso público», lê-se, classificando o tribunal esta actividade como arrojada «dada a proximidade da actuação alegadamente em causa com o tráfico de influência».

Ainda de acordo com o “CM”, a empresa “Lúcio da Silva Azevedo & Filhos”, terá dito que a contratou «devido ao “lóbi positivo”, já que usava “os contactos sociais e políticos” para conseguir obras, lê-se na decisão, proferida no final do ano passado.

O vereador, segundo a notícia, já terá recorrido para o Tribunal da Relação do Porto e segundo disse ao “CM” «Não era uma grande empresa à data e muitas vezes não tinha sequer convite para concorrer à obra. O lóbi positivo era dar a conhecer a empresa às entidades com quem já tínhamos relações», acrescentando que «a relação com a empresa “de amigos de infância” sempre foi boa até ao incumprimento, verificado em 2015», lê-se no diário.

Na notícia, o “CM” faz alusão também ao seu pai, referindo erradamente que o falecido autarca era médico, o que não é verdade.

O Jornal MaiaHoje já solicitou comentários à notícia, aguardando-se a resposta por parte do visado.

 

ACTUALIZAÇÃO – 20/6/2020 – Francisco Vieira de Carvalho e Lúcios reagem à notícia do Correio da Manhã

Francisco Vieira de Carvalho, reagiu â notícia, em comunicado publicado nas redes sociais, com uma missiva que publicamos na íntegra:
«Caros(as) amigos(as),
Relativamente à notícia do Correio da Manhã de hoje, com título “Influência” e subtítulo “Vereador assume lóbi para ganhar concursos”, sou a esclarecer:
1) É verdade que sou administrador e acionista da empresa Yorkdream Consulting S.A.;
2) É verdade que, entre 2010 e 2015, esta empresa prestou serviços de consultadoria à empresa de construção Lúcio da Silva Azevedo & Filhos, S.A., também denominada por Lúcios – Engenharia e Construção;
3) A relação comercial entre estas duas empresas terminou no início de 2015;
4) Em virtude desta cliente não ter liquidado todas as faturas emitidas, referentes aos serviços prestados, a Yorkdream Consulting S.A. interpôs uma ação em Tribunal, de modo a ser ressarcida das quantias em falta;
5) O processo, quer pelo tempo do mesmo, quer por alguns adiamentos terminou com sentença, na primeira instância, em Dezembro de 2019, sendo que, a empresa Yorkdream Consulting S.A. entendeu recorrer da decisão do Tribunal, pelo facto de não ver refletido no acórdão todos os valores em dívida;
6) Os serviços prestados, pela empresa que administro e sou acionista, foram prestados no escrupuloso cumprimento da Lei;
7) Pese embora a relação ser entre duas empresas (e não entre uma construtora e a minha pessoa singular), uma vez que sou citado na notícia pessoalmente e, também, na qualidade de Vereador sem pelouro, devo ainda fazer notar:
a) Entre 2010 e 2015 não tive qualquer cargo publico, ou qualquer atividade política;
b) Fui candidato à Câmara Municipal da Maia nas últimas eleições, em Outubro de 2017;
c) Sou Vereador sem pelouro, desde Outubro de 2017.
8) O meu pai nunca foi médico;
9) O meu pai, que muita falta nos faz, faleceu dia 1 de junho de 2002 (há 18 anos), a trabalhar pela terra que tanto amou (durante 30 anos), sendo que, o seu nome está umbilicalmente ligado à nossa Maia, pelas melhores razões, o que muito me orgulha.
Os ataques ignóbeis e cobardes feitos à boa memória do meu Pai, ao longo dos últimos tempos, apenas têm como objetivo atingirem-me a mim.
O candidato sou eu, e as minhas energias estão focadas no futuro da Maia, mas também estou preparado para os jogos baixos, de gente sem rosto. Este tipo de “notícias” não afetam a minha determinação em lutar pela minha terra.
Como disse o meu pai: “O tempo é uma coisa que caminha lentamente, esclarecendo as posturas de cada um. A minha é esta: eu sei essencialmente trabalhar.”
Um abraço,
Francisco Vieira de Carvalho», comunicou nas redes sociais.

Instada pelo MH a comentar a notícia do CM, a empresa Lúcios também reagiu, em texto que publicamos na íntegra:

«Ao longo dos mais de 75 anos de existência a LUCIOS sempre se posicionou nos negócios com base em valores como seriedade, correção e integridade.
A LUCIOS teve oportunidade de se pronunciar quanto às pretensões manifestadas pela firma Yorkdream, SA e seu administrador único em local e sede próprios.
De resto, a sua posição foi já sufragada pelo Tribunal de Primeira Instância praticamente na íntegra e a empresa espera, no mínimo, ver confirmada a referida decisão nos tribunais superiores», comentaram.

 

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