Câmara da Maia mantém medidas restritivas de combate à pandemia

O presidente da Câmara Municipal da Maia determinou a prorrogação até 18 de maio das medidas de luta contra a Covid-19, por considerar “não estarem ainda reunidas as condições sanitárias para que, com segurança, se possa decretar o levantamento”. Em simultâneo, não serão organizadas nem permitidas iniciativas que conduzam à aglomeração de pessoas, dado o alto risco de contágio que continua a persistir.

Assim, não serão realizados este ano o programa não religioso das Festas do Concelho, a Feira de Artesanato, a Animaia/Family Fun, as visitas do Turismo Sénior Maiato, a Hortíssima e os Jogos Desportivos da Maia, entre outros. A interdição deste tipo de iniciativas manter-se-á, pelo menos, até ao final de julho. Se a evolução da situação for positiva, todas estas atividades serão retomadas em 2021.

Em despacho hoje assinado por António Silva Tiago, o edil sublinha que “apesar da evolução da taxa de crescimento diário de novas infeções no concelho da Maia- no último mês, se ter situado abaixo da média, quer da verificada na Área Metropolitana do Porto, como da que se registou na Região Norte e do País – fruto das medidas tomadas, tanto a nível nacional como a nível municipal, ser um sinal que reforça a esperança dos maiatos, tal evolução positiva não está ainda consolidada para impedir que a doença, pela sua natureza e elevada contagiosidade, ressurja com vigor redobrado, não sendo ainda o tempo de relaxar a luta contra a pandemia”. António Silva Tiago sublinha a necessidade de toda a comunidade concelhia continuar permanentemente a sua vigilância e combate ativos contra a propagação do vírus, afirmando que “temos de agir com prudência e não podemos dar tréguas nem baixar a guarda”.

Mantêm-se assim ativas as medidas decididas a 10 e 16 de março, a saber: encerramento dos parques infantis, jardins e parques urbanos; suspensão de todas as licenças de esplanadas; encerramento de feiras e mercados; encerramento ao público de todos os edifícios municipais; suspensão do pagamento de estacionamento à superfície nas zonas enquadradas por parquímetros, tentando-se evitar a concentração de uso de transportes públicos; organização em teletrabalho de todos os funcionários municipais cuja presença nas instalações não seja essencial; suspensão de todos os eventos sociais, culturais, desportivos, recreativos ou de formação promovidos pelo município; adiar ou cancelar todas as atividades que impliquem delegações estrangeiras; ativar o Gabinete de Gestão de Crise do município e reavaliar em permanência a situação e as medidas concretas.

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