Segundo a meteorologia, a partir das 20.30 horas (hoje quarta-feira, dia 10), haverá um aumento considerável da velocidade do vento que soprará de Sul com intensidade máxima expectável de 25 kmh que perdurará até cerca das 5 da manhã (quinta-feira, 11).
A chuva tem chegada prevista para a meia-noite, será mais intensa até às 6 da manhã, deverá gradualmente diminuir de intensidade até às 9 horas, sendo expectável o termino por volta das 13 horas. A intensidade da chuva total deverá rondar os 13,36mm.
A instabilidade irá continuar nos próximos 10 dias, sendo de novo esperado chuva para a noite de sábado para domingo, voltando o sol logo pela manhã de domingo, embora as temperaturas baixem consideravelmente para os 17º de máxima e 10º de mínima.
A protecção Civil, alerta para as habituais situações previsíveis de transição de estação.
1- Situação Meteorológica:
Na quinta-feira (11Out) prevê-se que a precipitação incida principalmente no Minho e Douro litoral, com valores acumulados de 10 mm em 24 horas, podendo ser localmente intensa, em particular durante a madrugada. Os valores acumulados previstos (em 24 horas) para a região Sul e para Trás-os-Montes não deverão exceder 2 a 5 mm.

2- Efeitos Expectáveis:
Os episódios típicos das estações de transição, com a ocorrência das primeiras chuvas, são propícios:

– À ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;

– A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;

– À instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;

– À contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais;

– Ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.

3- Medidas de autoproteção:
Inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais:

1.Com as primeiras chuvas, as quantidades de lixo depositado nas embocaduras dos sistemas de águas pluviais, a obstrução originada pela queda de folhas de árvores e os detritos vegetais juntamente com outros materiais inertes que durante a estação seca se depositaram ao longo das valetas das vias de comunicação, contribuem para situações de obstrução dos canais de escoamento.

2.Estas são geralmente responsáveis pelo arrastamento e concentrações destes resíduos sólidos em locais inadequados (sarjetas, sumidouros, valetas) originando acumulações de águas pluviais que poderão provocar cortes de vias de comunicação ou mesmo inundações nos pisos mais baixos de edifícios.

3.Desta forma, recomenda-se aos Serviços Municipais que providenciem a limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas e outros canais de drenagem, removendo folhas caídas das árvores, areias e pedras que ali se depositaram previamente à época das chuvas. A verificação da funcionalidade dos sistemas de drenagem urbana é, por isso, essencial.

4.Paralelamente, cada cidadão deve também tomar uma atitude pró-ativa, nomeadamente assegurando a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais, ou varandas e a limpeza de sarjetas, algerozes e caleiras dos telhados de habitações.

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