Município cede terreno no Bairro do Sobreiro.

Na sequência do noticiado pelo MaiaHoje no início do mês de maio, foi na manhã do passado dia 5 de junho, assinado o protocolo que permite a cedência, a título gratuito, do terreno urbano, sito no Bairro do Sobreiro, propriedade do município, para a construção das novas instalações da Divisão Policial da PSP na Maia, que terá integrada uma esquadra.

Este terreno, cedido em regime de direito de superfície pelo prazo de 50 anos, está situado na Rua Central do Sobreiro, com acesso à Rua Altino Coelho, na freguesia da Cidade da Maia, e tem uma área de 3.180m2.

No protocolo pode ler-se que «o imóvel onde se encontra instalada a Esquadra da Polícia de Segurança Pública da Maia não dispõe de condições adequadas à plena execução da missão desta força de segurança», facto apoiado pelo presidente da Câmara Municipal, Silva Tiago, que considera que as condições de trabalho para os profissionais de segurança pública «são péssimas e frágeis», o que, explica, «me deixa muito preocupado», razão pela qual «levemos a cabo todas as ações necessárias para que este protocolo pudesse ser assinado hoje».

O documento foi assinado pela Câmara Municipal, o presidente, António Silva Tiago; pela Secretaria Geral da Administração lnterna, o secretário geral, Marcelo Mendonça de Carvalho; e pela Polícia de Segurança Pública, o diretor nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Operações de Operações, Manuel Augusto Magina.

O prazo limite contratual para construção e instalação, será de dois anos, num investimento de cerca de 2 milhões de euros. Isabel Oneto, secretária de estado adjunta e da administração interna, que presidiu à cerimónia, espera que as obras iniciem dentro de um ano. Referiu, em declarações à comunicação social, que «é fundamental o passo que damos hoje para garantir que, na área de jurisdição da PSP aqui na Maia, haverá condições para o exercício da sua missão. A segurança das pessoas não está prejudicada, está sim em prejuízo daqueles que hoje trabalham nas condições em que trabalham e isso é que não é suportável manter no tempo. É continuar a exigir àqueles que se dedicam a garantir a segurança do país a, em seu próprio prejuízo, manter o exercício das suas funções», disse.

Para Manuel Magina, a criação de boas condições de trabalho para os polícias trata-se uma questão de «justiça básica e, claramente, um fator de motivação», refere, acrescentando que este «não é um favor, mas uma justa retribuição pelo trabalho que tentamos fazer todos os dias». O também superintendente-chefe quis deixar claro que «há uma falsa noção de que as instalações policiais per si contribuem para a segurança dos cidadãos. Quando algum cidadão tem um problema urgente para resolver não é a instalação que o resolve, mas sim as unidades móveis. Percebemos que ter uma instalação policial em determinada zona contribui para o sentimento de segurança subjetiva das populações», esclareceu.

 

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