O Prof. António Damásio, um dos mais reputados neurocientistas a nível mundial, é o novo Presidente do Conselho Científico da Fundação BIAL.

Membro do Conselho Científico desde 1998, o Prof. António Damásio sucede assim ao Prof. Fernando Lopes da Silva, figura incontornável na história da Fundação BIAL e que faleceu em maio do corrente ano. O Conselho Científico da Fundação é hoje composto por 55 professores de 14 países, entre os quais algumas grandes figuras da ciência a nível internacional.

Para o António Damásio «é uma honra aceitar este cargo e dar continuidade ao trabalho desenvolvido há 25 anos. A reputação do trabalho científico da Fundação BIAL deve-se à qualidade dos investigadores, mas a seleção destes e as linhas mestras do seu desempenho resultam dos critérios do Conselho Científico e da sua aplicação. Através da escolha de projetos científicos de grande mérito e da forma como assegura a respetiva execução, o Conselho Científico é uma componente indispensável do projeto científico da Fundação BIAL». 

Licenciado e doutorado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, o Prof. António Damásio é atualmente professor da cátedra David Dornsife de Neurociência, Psicologia e Filosofia e diretor do Brain and Creativity Institute na University of Southern California, em Los Angeles. Com uma vasta obra publicada no campo das neurociências, com destaque para o livro “O Erro de Descartes – Emoção, Razão e o Cérebro Humano”, é um dos mais proeminentes neurocientistas a nível mundial.

 

Fundação BIAL inaugura exposição itinerante para comemorar os 25 anos.

O presidente da Fundação BIAL, Luís Portela, inaugura hoje, dia 8 de outubro, pelas 11h30, no ICBAS – Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto, a exposição Fundação BIAL – 25 Anos.

A cerimónia contará com a presença do Secretário de Estado da Economia, João Neves, do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, e de diversas personalidades, entre as quais o Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas,  António Fontaínhas Fernandes, o Reitor da Universidade do Porto,  António Sousa Pereira, o diretor do ICBAS, Henrique Cyrne Carvalho e o curador da exposição, Daniel Bessa.

Até ao final de 2020, a exposição irá percorrer vários locais de norte a sul do país, nomeadamente todas as faculdades de medicina portuguesas, bem como algumas instituições europeias e norte-americanas.

Atribuição de Prémios, concursos de Apoios Financeiros a Projetos de Investigação Científica e os Simpósios “Aquém e Além do Cérebro” são as três áreas de atuação daquela que parece ter sido a primeira instituição mecenática portuguesa de carácter privado a dedicar-se às ciências médicas. Na exposição será possível constatar como a história da Fundação se construiu e se cruza com a evolução da investigação médica e científica não só em Portugal, mas também no mundo.

No âmbito dos Apoios Financeiros a Projetos de Investigação Científica são já 692 os trabalhos financiados pela Fundação BIAL, envolvendo perto de 1500 investigadores provenientes de 25 países. O Reino Unido é o país com mais projetos apoiados (202), seguindo-se Portugal (163) e os EUA (111). O Prémio BIAL de Medicina Clínica já recebeu 672 candidaturas de cerca de 1700 médicos, cientistas e investigadores de 20 países. Foram distinguidos 276 investigadores, autores das 102 obras premiadas sobre algumas das doenças mais prevalentes e com maior impacto na saúde e na sociedade, caso da diabetes, cancro, Alzheimer, doenças cardiovasculares e reumáticas.

O presidente da Fundação BIAL, Luís Portela, recorda que «quando decidimos criar a Fundação, juntamente com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, decidimos fazer diferente. Assumimos a gestão do Prémio BIAL, criado em 1984 pelos Laboratórios BIAL, apoiando desta forma as ciências médicas e, sem preconceitos, escolhemos financiar a investigação nas áreas da psicofisiologia e da parapsicologia. Já em 2018, fruto da evolução a que assistimos na medicina e na ciência, decidimos criar o BIAL Award in Biomedicine, um prémio internacional com primeira edição em 2019. É já um caminho longo, assente numa estratégia que considero se revelou profícua».

É neste sentido que Luís Portela realça que «será uma honra contar com o Prof. António Damásio na presidência do Conselho Científico. Acreditamos que irá contribuir para tornar a Fundação ainda mais relevante no seu papel de promotora da investigação e de um conhecimento esclarecedor do ser humano, vertente que marcou estes últimos 25 anos e que marcará o seu futuro».

 

Deixe uma resposta