A ANPC  Autoridade Nacional de Proteção Civil lançou um aviso à população sobre o tempo frio que se fará sentir nas próximas 48 horas, conforme noticiado ontem pelo Jornal da Maia. 

A descida da temperatura, tal como previsto pelo IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera para o dia de hoje, verifica-se em todo o território continental com valores mínimos entre -4 e -6ºC, com temperaturas máximas entre os 4 e os 18ºC. O forte vento que se faz sentir, mais intenso nas terras altas, poderá atingir rajadas até 70 km/h, na região do Norte e Centro, durante a noite e a manhã.

O acentuado arrefecimento noturno, com formação de geada irá continuar a verificar-se e até à madrugada deste sábado, o desconforto térmico aumenta, devido à descida da temperatura mínima e do vento intenso.

ANPC alertou para os cuidados a ter durante estes dias em que o frio se fará sentir:

EFEITOS EXPECTÁVEIS
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:
– Intoxicações por inalação de gases, devido a inadequada ventilação, em habitações onde se utilizem aquecimentos com lareiras e braseiras;
– Incêndios em habitações, resultantes da má utilização de lareiras e braseiras ou de avarias em circuitos elétricos;
– Eventual formação de gelo em troços de estradas com ensombramento permanente;
– Necessária especial atenção aos grupos populacionais mais vulneráveis, crianças, idosos e pessoas portadoras de patologias crónicas e população sem-abrigo.

MEDIDAS PREVENTIVAS
A ANPC e a DGS recordam que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

A nível da proteção individual:
– Que se evite a exposição prolongada ao frio e às mudanças bruscas de temperatura;
– Manter o corpo quente, através do uso de várias camadas de roupa, folgada e adaptada à temperatura ambiente;
– A proteção das extremidades do corpo (usando luvas, gorro, meias quentes e cachecol) e calçado quente e antiderrapante;
– A ingestão de sopas e bebidas quentes, evitando o álcool que proporciona uma falsa sensação de calor;
– Especial atenção com a proteção em termos de vestuário por parte de trabalhadores que exerçam a sua atividade no exterior, e evitar esforços excessivos resultantes dessa atividade.
– Acautelar a prática de atividade física no exterior, prestando atenção às condições do piso para evitar quedas;
– Prestar atenção aos grupos mais vulneráveis (crianças nos primeiros anos de vida, doentes crónicos, pessoas idosas ou em condição de maior isolamento, trabalhadores que exerçam atividade no exterior e pessoas sem abrigo);
– Seguir as recomendações do médico assistente, garantido a toma adequada da medicação para doenças crónicas;

A nível a proteção coletiva:
– Especial atenção aos aquecimentos com combustão (ex.: braseiras e lareiras), que podem causar intoxicação devido à acumulação de monóxido de carbono e levar à morte;
– Que se assegure uma adequada ventilação das habitações, quando não for possível evitar o uso de braseiras ou lareiras;
– Que se evite o uso de dispositivos de aquecimento durante o sono, desligando sempre quaisquer aparelhos antes de se deitar;
– Que se tenha em atenção a condução em locais onde se forme gelo na estrada, adotando uma condução defensiva;
– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

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