No último dia do passado mês de julho, alguns membros do executivo autárquico visitaram a EB1 de Pedrouços, uma das 16 escolas do município da Maia que estão a ser reabilitadas para receber, em boas condições, os alunos já no próximo ano letivo. 

O Pelouro da Educação tem vindo a desenvolver um programa que propõe a reabilitação de todo o parque escolar, quer fazendo pequenas intervenção, como está a ser efetuado nas escolas do ensino pré-escolar, ou construindo, quase de raiz, como é o caso de três escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico, a saber as EB 2/3 Gonçalo Mendes da Maia, Dr. Vieira de Carvalho e Gueifães. Nestas três escolas, o investimento ronda os 7 milhões de euros, financiados pelo programa Portugal 2020, referiu António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, tendo em conta que «a Maia foi o concelho que conseguiu o maior financiamento do 2020».
Em contexto de balanço, o autarca explicou que «as EB 2/3 de Gueifães e da Maia já avançaram, já chegaram os vistos do Tribunal de Contas e as empresas adjudicatárias já estão a avançar com as obras, nomeadamente a montar os contentores para que haja local de substituição das salas de aula. Quanto à EB2/3 Viera de Carvalho, em Moreira, estamos só à espera do visto do Tribunal de Contas. Nestas três escolas haverá simultaneidade de aulas e obras, no entanto as aulas estarão programadas para acontecerem em espaços que estão diferenciados da área da obra». Ao que Emília Santos, vereadora do Pelouro da Educação, acrescentou «A EB2/3 Vieira de Carvalho, apesar de estar mais atrasada, encontra-se já preparada para receber dois amovíveis para fazer face às duas turmas que receberam a mais. Para além de uma requalificação, o projeto tem uma ampliação».
O presidente da autarquia explicou ainda que «no período de vazio, em que as escolas deixam de funcionar enquanto equipamentos de ensino vamos proceder à recuperação destes espaços», acrescentando que seis das escolas estão a ser intervencionadas com o corpo técnico da Câmara Municipal, «não só os técnicos superiores, mas também os operários especializados. Existe uma máquina muito bem oleada que, durante este período de paragem das escolas, vão realizar estas obras de conservação e reabilitação», referiu. «As obras mais pequenas, como as que estão a ser levadas a cabo na EB1 de Pedrouços, são feitas pelos serviços técnicos da Câmara, mas existem escolas que necessitam de intervenções mais profundas e isso exige lançamento de concursos públicos para adjudicar essas empreitadas», explicou. «Todo este envolvimento soma um investimento de cerca de 5 milhões de euros, suportados pelo orçamento municipal», disse Silva Tiago.
Em obra, estão já as escolas do ensino pré-escolar de Pedrouços, Ferronho, Porto Bom, Gueifães e de Arcos. As EB1/JI de Parada, Enxurreiras, Prozela e Moutidos iniciam as intervenções em breve.

«É preciso criar espaços de conforto»
Para além da reabilitação dos edifícios escolares, a Câmara Municipal está ainda a fazer intervenções nos recreios, com a implementação de coberturas para uma maior comodidade dos alunos em dias chuvosos. «O município tem cerca de 40 escolas do pré-escolar, portanto, as coberturas que vamos implementar em boa parte dessas escolas não se esgota este ano, deverão continuar em 2019 e, provavelmente, em 2020. O nosso objetivo é que, no final de 2020, todo o parque escolar do concelho esteja num nível de excelência», proferiu Silva Tiago ao acrescentar que «a maior parte das escolas ainda não usufrui dessas condições porque essa foi uma exigência que nós, enquanto comunidade escolar, achamos que era positiva. No entanto, é algo recente, por isso, temos que estudar a particularidade de cada escola e isso exige tempo porque existe alguma burocracia inerente, além dos recursos financeiros que são precisos criar para dar resposta a estas situações», explicou.
Para Emília Santos, esta é «uma preocupação que constava no Programa Eleitora: Garantir o conforto dos nossos recreios. Nós temos recreios cobertos, mas não é uma cobertura suficiente para o número de crianças que hoje em dia recebemos nas escolas». A também deputada da Assembleia da República explica: «neste momento temos a escola a funcionar o dia todo. Antes as escolas funcionavam só de manhã ou só de tarde, mas hoje em dia os alunos estão o dia inteiro na escola, entram às 7h30 e saem às 19h00, por isso é precisar criar espaços de conforto para o tempo não letivo que as crianças passam na escola», acrescentando ainda que todas estas intervenções estão a ser levadas a cabo a par das componentes pedagógica e de enriquecimentos curricular que «está também a ser trabalhada para o próximo ano para que as crianças não só aprendam, mas também se sintam felizes na escola», rematou.
A autarquia prevê terminar as obras até setembro, antes do início do próximo ano letivo, nas escolas do pré-escolar.

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