No passado dia 16 de julho, pelas 9 horas, a Mercadona abriu portas ao público maiato. Com isto, concretizou a inauguração da sua terceira loja em Portugal, localizada na Avenida Engenheiro José Afonso Moreira de Figueiredo, Vermoim.

O momento da abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, e da presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia, Olga Freire.
Movidos pelo factor curiosidade, cerca de duas centenas de pessoas visitaram o supermercado na primeira hora.

 

 

Investimento em Portugal

A Mercadona é uma empresa familiar de capital 100% espanhol. Em 2016, decidiu pôr em marcha o seu projeto de internacionalização e, em junho, criou a sociedade Irmãdona Supermercados, S.A., com sede e escritórios centrais no Porto e domicílio fiscal no país.

O início do projeto em Portugal representa um investimento de 160 milhões de euros, grande parte destinados à construção de dez supermercados previstos abrir até final deste ano, nos distritos do Porto, Braga e Aveiro.

Em Matosinhos criou, em junho de 2017, o Centro de Coinovação, um macro laboratório de ideias, com cerca de mil m2, destinado ao desenvolvimento do sortido adaptado aos “chefes” portugueses. «Neste centro, as equipas de trabalho estudam ao detalhe os gostos e hábitos de consumo dos seus clientes, a que chamamos de “chefes”. Com um modelo de gestão próprio, colocamos o “chefe” no centro de qualquer decisão. É graças a este Modelo de Qualidade total, que nos temos consolidado e expandindo, sendo motor de crescimento partilhado nos locais onde estamos presentes, através da criação de emprego, prosperidade e riqueza», explicam.

A Mercadona está a construir na Póvoa de Varzim, numa área total de 50 mil m2, um bloco que servirá para o desenvolvimento da atividade logística em Portugal.

Com cerca de 1400 fornecedores, dos quais 350 portugueses, conta com cerca de 5 mil produtos que abrangem a área de alimentação e bebidas, higiene pessoal, casa e animal. A secção de maior sucesso tem sido a de padaria e pastelaria, não só nas duas lojas já em funcionamento em Portugal, mas também em Espanha, como são o caso dos pastéis de nata, dos guardanapos, entre outros, que a Mercadona já faz questão de colocar à venda nos seus supermercados em território espanhol, com origem em produtores portugueses. Desde 2016, a cadeia de supermercados já concretizou compras a fornecedores portugueses no valor de 203 milhões de euros.

 

Maia é um dos municípios escolhidos

A Mercadona soma já 85 colaboradores na loja da Maia, fazendo um total de cerca de 900 em Portugal, prevendo que este número cresça para os 1100 até final deste ano.

Com contrato efetivo desde o primeiro dia de trabalho, os colaboradores da loja da Maia, somam no seu currículo cerca de 100 horas de formação em espanhol e ainda uma formação de loja em Espanha, com a duração média de um ano, assumidas pela Mercadona, que garantiu ainda o suporte de todos os custos, como alojamento, alimentação, carro e viagens a Portugal um fim de semana de duas em duas semanas. Todos os colaboradores realizaram formação no Modelo de Qualidade Total (modelo de gestão da empresa) e nas principais secções da loja, como peixaria, perfumaria, charcutaria (incluindo o presunto ibérico cortado à faca), talho, padaria e pastelaria, entre outras, «o que representou para a empresa um investimento médio de 50 mil euros por colaborador», adiantou a Mercadona.

 

Eficiência nos pormenores

O supermercado da Maia responde ao Modelo de Loja Eficiente que a empresa está a implementar em toda a rede e conta com uma superfície de vendas de 1.900 m2 e 190 lugares de estacionamento.

Com tudo pensado ao pormenor e vários estudos feitos, na Mercadona os carrinhos não precisam de moeda para que «o “chefe” não tenha a necessidade de ter sempre consigo uma moeda ou até mesmo incomodar um operador de caixa para que este o possa ajudar». Os carrinhos têm um chip numa das rodas, o que impossibilita que estes possam ser transportados para fora do recinto do parque de estacionamento da loja.

Com uma política comercial diferente das restantes cadeias de supermercados implementadas em Portugal, a Mercadona mantém a inexistência de promoções ou cartões de desconto, garantindo «sempre o melhor preço durante todo o ano». A empresa utiliza de forma exclusiva a política SPB – Sempre Preços Baixos, que consiste em «garantir o menor preço unitário dos produtos, com a melhor qualidade, de forma permanente, tendo sempre em conta uma Cadeia Agroalimentar que seja sustentável».

No grande Porto, a primeira loja abriu a 2 de julho em Canidelo, V.N. de Gaia, e a de Matosinhos, Sousa Aroso, no dia 9. A próxima será inaugurada a 23 de julho, em Fânzeres, Gondomar, concretizando um total das primeiras quatro lojas Mercadona em Portugal.

 

Maia, «um município atrativo»

Em declarações exclusivas prestadas ao MaiaHoje no local, António Silva Tiago, presidente da Câmara Municipal da Maia, mostrou-se satisfeito com a «conquista» para o município que diz ser «atrativo para este tipo de investimentos». Segundo o autarca, «as famílias maiatas têm, na sua maioria, um bom rendimento mensal, com bons empregos, potencialmente bem remunerados». No entanto, refere que «não vivo do facto de estarmos bem e adormecermos. Temos que estar sempre despertos e desconfortáveis para conquistarmos mais».

Silva Tiago disse rever-se na política SPB da Mercadona, «não tenho grande apetência para as promoções e campanhas, talvez por falta de tempo, mas confesso que me identifico mais com esta política. A Mercadona joga na eficiência». Questionado se surpreendido com o elevado número de pessoas à espera que as portas da Mercadona abrissem, pela primeira vez, na Maia, o autarca não se mostrou surpreso até porque, referiu, «os maiatos são pessoas muito simpáticas que aderem aos convites e às oportunidades».

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