Há pouco mais de um ano na Maia, a Happy Code é uma escola de tecnologia e programação para crianças, dos 6 aos 17 anos, onde é ensinada «a literacia do futuro de uma forma divertida», referem.

Com cerca de 80 alunos, objetivo passa por promover o ensino da programação e o pensamento computacional nas crianças e jovens para formar pensadores e criadores do século XXI. Esta escola serve dois grandes municípios, a Maia e Matosinhos, mas o objetivo é claro, «continuar a crescer».

Os cursos regulares são um currículo completo e contínuo de tecnologia e programação. As aulas têm frequência semanal, ao longo do ano letivo, tendo cada aula a duração de 60 ou 90 minutos.

Os cursos de férias funcionam durante o período de interrupção letiva, com cursos de duração semanal. Existem duas modalidades principais, programas de meio dia, com 3 horas de aulas, ou programas de dia completo, que combinam ensino de tecnologia e programação com atividades lúdico-desportivas (Programa Semanal de Cursos de Férias disponível em https://bit.ly/hcma-verao2019). Entre as várias áreas, a oferta passa por cursos de Game Construction; Intro Coding Scratch; A Minha Primeira App; Drones Start; Youtuber Jr; e Python Gaming;

Todas as escolas interessadas poderão introduzir a metodologia única e o currículo completo Happy Code na sua oferta. Nesse sentido, decorrem já contactos com Agrupamentos de Escolas e Colégios do concelho, com vista a lecionar os cursos no âmbito das AEC’s – Atividades de Enriquecimento Curricular.

Com o foco em transmitir aos alunos competências como o pensamento crítico aliado à solução de problemas, criatividade, curiosidade, persistência, comunicação, colaboração, entre outras, a Happy Code tem vindo a desenvolver alguns projetos no concelho. Lecionam na EB2/3 da Maia e estiveram envolvidos num projeto com uma turma do Colégio Novo da Maia, a desenvolver uma aplicação no âmbito do tema da sustentabilidade. Marcaram ainda presença na Gala da Educação da Maia deste ano, onde ofereceram cursos de férias a alunos de mérito.

Questionada sobre como se ensina a crianças programação aos mais novos, Verónica Fradique, professora da Happy Code, explicou que «ensinar programação a crianças é uma coisa que parece demasiado complicada para nós alunos, mas a verdade é que existem cada vez mais ferramentas no mercado que permitem a programação por blocos, por exemplo. Através de uns blocos conseguimos programar todas as instruções e, para eles, funciona como um puzzle. Conseguem encaixar as diferentes peças, percebem onde são os encaixes e assim, criar as instruções de todo o programa».

 

FAJ’s participam em workshop de programação e robótica

Iniciadas no início deste mês, as FAJ – Férias Ativas Jovens já vão na segunda quinzena de atividades.

A iniciativa, da organização do Pelouro da Juventude do Município da Maia em parceria com a Jafetos – Associação de Jovens Voluntários, destina-se à ocupação de jovens em momentos de pausa letiva.

Estes jovens, com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, têm a oportunidade de experienciar aprendizagens não formais, como forma de criar novos conhecimentos, hábitos sociais, culturais e desportivos. Com 24 participantes em cada uma das quinzenas, esta é a primeira vez que as faixas etárias são distribuídas por grupos, tendo a primeira quinzena ficado reservada aos participantes dos 10 aos 12 anos e a segunda dos 13 aos 16. «Achamos que esta mudança nas FAJ’s iria permitir adequar a forma de estar e interagir às faixas etárias. A ideia era também que as atividades fossem diferentes e adequadas às diferentes idades, até porque os gostos são diferentes, mas este ano ainda não foi possível colocar isso em prática. Esperemos conseguir para o próximo ano», referiu Paula Sá, presidente da Jafetos, em entrevista ao MaiaHoje.

O programa integra uma panóplia de atividades, entre as quais, jogos de tabuleiro, como o xadrez, expressão dramática, música, desenho e origami. Algumas são bem mais apelativas ao olhar dos mais novos, como a praia, o paintball, momentos mágicos proporcionados pela Escola de magia do Porto e os workshops de programação e robótica na Happy Code. Nesta atividade, em grupos de seis elementos, os participantes aprenderam a construir um jogo e todos os elementos que dele fazem parte. Habituados a usufruir do trabalho de alguns programadores quando jogam, esta é uma forma diferente e interessante de perceberem como surgem todos os constituintes de um jogo, a personagem e ainda todos os movimentos que este desenvolve.

As FAJ’s contam com a parceria da Jafetos há 3 anos consecutivos, que neste momento contam com a colaboração de 20 monitores a trabalharem rotativamente nas FAJ’s, com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos.

Paula Sá diz que ser parceira da autarquia neste projeto é «muito importante porque as FAJ’s são uma plataforma para que as pessoas conheçam a Jafetos. Nós não nos focamos apenas no apoio ao estudo, queremos ir para outras áreas e a associação foi criada para isso mesmo».

CONTACTOS
Rua de Nossa Senhora da Maia, 143
913 208 610 | maia@happycode.pt
Inscrições disponíveis em https://www.happycode.pt/inscricao-online/

 

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