Termina na próxima segunda-feira o prazo limite para a apresentação das candidaturas às próximas eleições autárquicas.
Pelos dados que obtivemos até ao momento, concorrem ao Executivo (Câmara) e Assembleia Municipal, seis candidaturas, a saber, Maia em Primeiro (PSD/CDS); Um Novo Começo (PS/JPP); CDU – Coligação Democrática Unitária (PCP/Verdes/AID); BE – Bloco de Esquerda; PAN – Partido Pelos Animais e Natureza; e MPT – Partido da Terra.
Neste sentido, o MaiaHoje endereçou convites a estas candidaturas para, durante esta semana e a próxima, gravarem em vídeo no nosso novo estúdio, uma pequena entrevista que será colocada online na integra, no nosso Youtube e publicada nas nossas páginas.
Seleccionei como factos principais desta quinzena, três situações.
Em primeiro lugar, a polémica da sede de campanha da “Maia em Primeiro, que está colocada numa tenda, em espaço central, junto à CM Maia. Esta polémica, que é uma não polémica, porque cada um tem o direito de escolher onde deve localizar a sua sede, foi empolada pelo facto de, devido à sua centralidade, estar “à porta” das Festas da Maia. Muito criticada por apoiantes do “Um Novo Começo”, esquecem-se que sempre foi assim e lembro até que no tempo do Dr. Vieira de Carvalho, já havia tendas, música, DJ’s e outras iniciativas iguais, quem não se lembra do espaço chamado “Praia da Maia”? Vamos lá a ser coerentes, sim?
Por falar em coerência, em segundo lugar, a polémica dos Outdoors “Um Novo Começo”. O presidente da Câmara, no âmbito das suas funções e em meu entender, muito bem, apresentou queixa à Comissão Nacional de Eleições (CNE) sobre alguns Outdoors que não estariam de acordo com a Lei. A CNE respondeu notificando a CM Maia para se «abster de remover o material de propaganda». A CM Maia, insistiu e recorreu para o Tribunal Constitucional (TC), tendo-lhe sido negado provimento. Ora, o mais interessante disto tudo foi ouvir vozes “das bandas do PS” que há quatro anos atrás exigiram por exemplo que se retirasse um Outdoor dos independentes MMM (que foi retirado) e que hoje assobiam para o lado com a sua própria atitude. Como diz um meu amigo do ex-MMM e socialista por convicção «Haja vergonha e debatam-se programas para que se possa decidir em consciência».
A terceira, tem a ver com o facto do muito alarido da “vitória” dos Outdoors feito pela campanha do “Um Novo Começo” e do silêncio da sua trapalhada. No passado dia 7 de Julho, publicava o JN um anúncio sob o nº 36, dando conta da formação da coligação “Vieira de Carvalho 2017” pelo PS e JPP. Qual não foi o meu espanto que, uns dias depois, a 19 de Julho, no mesmo jornal, sob o nº 48, era republicado o mesmo anúncio com a alteração para “Um Novo Começo”. Ao que parece, antes que o TC, ao abrigo do artigo 12º da Lei nº2/2008, chumbasse esta pretensão socialista, optaram pelo bom senso e rectificaram. Ao mostrar o que pretendiam, comprovado pelas letras garrafais dos Outdoors e a possibilidade do “chumbo constitucional, a meu ver tiveram a primeira derrota pública.
Aviso os habituais “Arautos da Desgraça” que não adianta dizerem que estou a ser implicativo e parcial. São factos e opiniões minhas. Escritos no local certo, nesta minha coluna de opinião. A seu tempo, após reflexão que entendo se deve fazer nas autárquicas, sobre pessoas e programas, e não sobre partidos, decidirei se divulgarei ou não, as minhas preferências de voto. Para já, ouço, observo… e muito.

Opinião de Artur Bacelar

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