O Aeroporto Francisco Sá Carneiro, situado na Maia, foi eleito pelo ACI – Airports Council International como o segundo melhor da Região Europa para aeroportos com mais de 2 milhões de passageiros/ano, em exequo com o Aeroporto de Malta e o Aeroporto de Moscovo Sheremetyevo. A categoria foi ganha pelo Aeroporto de Sochi.

O galardão surge no âmbito do estudo Airport Service Quality Survey (ASQ), programa líder mundial em benchmarking na Avaliação da Satisfação dos Passageiros – 2017 Airport Service Quality (ASQ) Awards.
Os resultados deste estudo têm por base os questionários preenchidos pelos passageiros que, assim, transmitem a sua opinião acerca de 34 indicadores, nomeadamente dos serviços oferecidos pelos aeroportos ao nível do atendimento, tempos de espera, cortesia dos funcionários, limpeza das instalações e conforto.
Recorde-se que nesta avaliação o Aeroporto Francisco Sá Carneiro, uma infraestrutura gerida pela ANA /VINCI Airports, que conta com excelentes acessibilidades, ligações diretas a 72 cidades e um serviço exemplar, foi eleito em 2016 como o terceiro melhor da Europa na mesma categoria e como o melhor da Europa da categoria “por dimensão” entre 5 e 15 milhões de passageiros.
«Foi com orgulho que soubemos que uma vez mais fomos escolhidos pelos nossos passageiros como um dos melhores aeroportos da Europa. Este é o nosso 11º prémio nos últimos doze anos e é particularmente importante para nós num momento em que o número de passageiros no Aeroporto do Porto ultrapassou os 10 milhões, resultado de um crescimento de 15 por cento face a 2016», comentou Thierry Ligonnière, chief operating officer e administrador da ANA Aeroportos de Portugal.
Fernando Vieira, diretor do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, acrescenta que «estes prémios são o reconhecimento do trabalho e esforço que a equipa do Aeroporto Francisco Sá Carneiro faz diariamente, e junto de todos os seus parceiros. É o resultado do empenho permanente das nossas equipas e como tal é um orgulho enorme perceber que conseguimos continuar a crescer mantendo a qualidade que procuramos perseguir».
O ACI – Airports Council International é a única associação profissional mundial de operadores de aeroportos. O ACI Europe representa mais de 500 aeroportos de 45 países, responsáveis por mais 90% do tráfego aéreo comercial na Europa e pela movimentação de mais de 1,9 mil milhões de passageiros anualmente.
Desde a sua criação em 2006, o ACI/ASQ Survey tornou-se o principal benchmark mundial de satisfação dos passageiros dos aeroportos, com mais de 340 aeroportos participantes, em 85 países. A sua metodologia científica, rigorosos procedimentos de controlo de qualidade e compromisso com a imparcialidade ganharam o reconhecimento do setor e estabeleceram o ASQ Survey como o padrão global para medir a satisfação dos passageiros.
O ASQ Survey é a única pesquisa global de aeroportos com base na medição da satisfação dos passageiros, enquanto eles estão no aeroporto. Cerca de 600 mil passageiros por ano são entrevistados antes de embarcarem no voo sendo solicitados a avaliar sua satisfação com os serviços do aeroporto.
Em 2017, mais da metade dos 7,7 mil milhões de viajantes do mundo passaram por um aeroporto do ASQ.
Para ser elegível nos prémios anuais do ASQ, um aeroporto deve ter participado do inquérito ASQ todos os meses do ano. A pesquisa deve ser realizada em estrita conformidade com o plano de amostra do aeroporto, desenvolvido pela ACI, que garante uma amostra representativa dos voos, destinos e grupos de passageiros atendidos pelo aeroporto. A ACI controla regularmente os aeroportos participantes para assegurar conformidade e validar os resultados.

Aeroporto do Porto aumenta capacidade com nova área de controlo de segurança

O Aeroporto Francisco Sá Carneiro inaugurou, no passado dia 1 de março, uma nova área de controlo de segurança. A abertura desta nova área responde ao objetivo de aumentar a capacidade do Aeroporto do Porto no serviço aos passageiros na zona de controlo de segurança, mantendo elevados padrões de qualidade.
«A capacidade de um aeroporto resulta de uma combinação da capacidade individual de todos os seus subsistemas: check-in, segurança, bagagens até à pista ou mesmo à navegação ou capacidade aérea, por exemplo», explica Thierry Ligonnière, Chief Operating Officer e Administrador da ANA Aeroportos de Portugal. «No caso do Porto, desde 2017 que foram anunciados investimentos que nos permitem servir mais passageiros na zona de controlo de segurança, tendo em vista o aumento de capacidade deste aeroporto, para fazer face ao que prevemos que seja a evolução da procura», acrescenta.
Com a inauguração desta nova área, a zona de controlo de segurança do Aeroporto do Porto passa a ter novos sistemas de rastreio, idênticos aos que já tinham sido recentemente implementados em Lisboa e Faro. No total serão implementadas 21 novas linhas de rastreio nos 3 aeroportos. No Porto, serão hoje inauguradas quatro linhas novas, que se espera possam servir 1200 passageiros/hora, capacidade a adicionar à dos equipamentos já existentes. Assim a nova capacidade total deste subsistema aeroportuário beneficiará de um incremento de cerca de 60% em relação aquela que, até hoje, existia.
O Aeroporto de Faro foi percursor na implementação deste tipo de equipamentos, em funcionamento desde 16 de janeiro, tendo desde a sua abertura processado 100.000 passageiros. Para Faro, estes equipamentos representam a capacidade de processar mais 1.200 passageiros/ hora.
Em Lisboa, a implementação destes equipamentos, que se iniciou em janeiro, reveste-se de particular importância porque permite maior agilidade e capacidade de processamento num aeroporto de utilização intensa, com uma melhoria imediata embora incremental da capacidade, sem exigir outros projetos de expansão. Antes do inicio do verão, o Aeroporto Humberto Delgado contará com 13 linhas de rastreio (nove no Terminal 1 e quatro no Terminal 2).
Estes novos sistemas representam o “estado da arte” ao nível europeu neste tipo de tecnologias e de entre as principais caraterísticas destacam-se:

– São pioneiros na integração de novos equipamentos de RX (com certificação europeia), que permitem que os artigos eletrónicos possam ficar no interior da bagagem;
– O rastreio de líquidos, é possível, mas estes continuam a ter de ser colocados fora da bagagem e possuem procedimento específico de aceitação para rastreio;
– Permitem o encaminhamento, separação e retorno automático dos tabuleiros onde são colocados todas as bagagens e pertences dos passageiros;
– Possuem um comprimento de cerca de 18 a 21 metros e cada linha automática pesa cerca de 6 toneladas (com o RX);
– Cada linha, permite que 3 passageiros em simultâneo possam colocar as suas bagagens e pertences nos tabuleiros;
– Permitem o “remote screening”, onde o operador de RX poderá fazer a análise das imagens em sala remota no aeroporto, sem o ruído e pressão atual;
– Possuem maior área entre as linhas de rastreio, de forma que possam ser aplicados os processos de segurança de forma eficaz, eficiente e com conforto para o passageiro;
– Permitem a separação automática das bagagens, que necessitam maior detalhe na análise, das restantes que podem ser imediatamente entregues aos passageiros;
– Possuem uma estação de trabalho no final do processo, onde os operadores podem reanalisar as bagagens de forma a certificarem-se que não contêm artigos proibidos;
– Possuem novas e maiores mesas de apoio na saída, de forma a que os passageiros possam recolher os seus pertences e confortavelmente seguir a sua viagem.

 

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